22/02/2019

"Caras amarradas" e "Sanguessugas" medem força internamente no governo Edvan Brandão

O forte poder que o deputado estadual Roberto Costa (MDB) exerce dentro da administração pública municipal em Bacabal não tem causado desgaste só à imagem política do prefeito Edvan Brandão (PSC). Dentro do próprio governo essa sua ingerência é motivo de preocupação e ciumeira.

Como pelas mãos dele passa toda e qualquer decisão importante, constantemente são vetadas aquelas que vão de encontro aos seus reais interesses Com isso cresce a cada dia o embate interno  entre “caras amarradas” e “sanguessugas”.

Esses citados por último são os que cumprem religiosamente as determinações de Roberto sem muitas das vezes se importar com o que pensa o prefeito, a exemplo disso, o controlador geral oficioso Dr. Emílio Carvalho, que se dá ao luxo de trabalhar em casa e ao mesmo tempo receber pelo aluguel; o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, o Marcelinho Sergipano; e mais uns que se aqui fossem mencionados o leitor passaria um dia inteiro para ler.

As duas partes não se suportam e muito menos confiam uma na outra. A frase mais ouvida dentro das repartições da prefeitura é “cuidado, as paredes têm ouvidos”.

Na bancada governista na Câmara Municipal não é muito diferente. Os vereadores que recebem vantagens pessoais para proteger o prefeito e fazer vistas grossas para as suas maracutaias já andam impacientes e se sentido pressionados pelos eleitores.

Um desses parlamentares expressou esse incômodo recentemente em uma reunião na zona rural. “Edvan vive no mundo da lua, não se veste de prefeito, em tudo é sempre Roberto Costa quem manda e eu estou cansando”, esbravejou.

A vice-prefeita Graciete Lisboa (PSL) não fica atrás. Sem poder de decisão na admistração e sem sala dentro da prefeitura, ela tem sido aproveitada exclusivamente para fazer número em reuniões com a participação do prefeito e comandadas por Roberto Costa.