Blog do Sérgio Matias

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. (Mateus 7:15)

16/01/2019

Prefeito de Bacabal “vendeu a alma ao diabo” e agora se esconde

Edvan Brandão de Farias (PSC), prefeito de Bacabal, se mantém a maioria do tempo confinado em sua fazenda na zona rural, onde passou a morar depois que se elegeu e onde a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo vem fazendo a recuperação das estradas para facilitar o acesso de secretários e assessores que se dirigem até lá para despachar com ele.

À sede do município Edvan tem vindo poucas vezes.

O isolamento tem suas razões.

Para permanecer no cargo que ocupa há quase 7 meses, ele se comprometeu financeiramente com muita gente, até com agiotas que em campanha tanto combatia. Um deles, também fazendeiro, esteve essa semana cobrando sua “fatura”, algo em torno de meio milhão.

A pessoa sequer foi recebida.

Para a família de uma ex-prefeita da região dizem que a dívida é maior ainda, dois milhões. Talvez isso explique algumas situações a que Edvan se submete dentro da sua própria gestão.

Como se não bastasse, há também a dívida moral. Essa vem sendo cobrada desde o dia seguinte ao resultado da eleição. 

Os dois maiores exemplos, já citados aqui em outras oportunidades, são dos ex-prefeitos Dr. Lisboa e Zé Alberto que para apoiarem Edvan, entre outras vantagens, receberam a garantia que, em caso de vitória, ficariam com uma boa “fatia do bolo”, ou seja, as pastas da Educação (para Zé Alberto que tem Alberto Filho como o escolhido para a titularidade) e a Saúde (que Dr. Lisboa pretende dar à ex-esposa Graciete Trabulsi (vice prefeita) ou ao filho médico).

É bem provável que nenhuma das duas coisas aconteça e o resultado disso pode ser o primeiro racha no consórcio montado para evitar a derrota nas urnas.

Mas o que também tem feito o prefeito de Bacabal evitar muito contato com as pessoas é o atraso de pagamento dos servidores, incluindo as duas parcelas do 13° daqueles que têm direito, no caso, os efetivos.

Paralelo a tudo isso fica o caos.

As chuvas expõem os incontáveis problemas de infraestrutura das ruas e avenidas tomadas pela lama e buracos.

O que vem do céu com abundância falta nas torneiras e nem os carros-pipas contratados a peso de ouro suprem a necessidade dos moradores.