18 de jul. de 2021

Os "pingos nos is" do caso Romarinho

Na última quinta-feira (15) o vice-governador Carlos Brandão desembarcou em Bacabal para realizar a entrega da nova sede do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e a unidade do Centro Estadual de Referência em Economia Solidária (Cresol).


Frutos da parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Bacabal.


Recepcionado pelo prefeito Edvan Brandão, o vice-governador seguiu para solenidade de inauguração. Em dado momento o prefeito foi abordado pelo repórter Romario Alves com indagações sobre sua administração. Edvan explicou que aquela não seria a hora e pessoas que estavam próximas pediram educadamente que o repórter se afastasse, Romário prontamente atendeu.


O que veio a causar revolta e indignação em muita gente foi o episódio isolado envolvendo o motorista conhecido como Cobra, que injustificadamente exigia que o profissional de imprensa se retirasse do local.


Pessoa muito proxima da familia Brandão até bem pouco tempo, Romário sabe que jamais partiria de algum membro dela qualquer ordem para intimida-lo ou agredi-lo.


É verdade que houve excesso por parte do motorista, mas o que talvez muitas pessoas não saibam, é que ele é recorrente e eu mesmo fui vítima, quando, em meados de 2014, Cobra tentou me intimidar no restaurante do Brasil Palace Hotel por fazer criticas em meu blog ao ex-prefeito Dr. Lisboa, de quem também ele foi motorista.


É evidente que, assim como agora, na época não partiu do ex-prefeito nenhuma ordem para que o motorista agisse daquela forma, as atitudes foram de iniciativa exclusiva dele.


Mas, justiça seja feita, apesar dos arroubos para defender seus patrões, Cobra não se encaixa em alguns adjetivos pejorativos utilizados nas redes sociais, a exemplo de jagunço. Cobra é trabalhador e pai de família.


Quem quer calar Romarinho?


Romário Alves há algum tempo vem sendo alvo de pessoas insatisfeitas com sua postura, mas essas ele sabe quem são.


Impedido de continuar apresentando seu programa na TV Difusora, comandada pelo deputado estadual Roberto Costa, do MDB, Romário também chegou a ser Impedido de usar o veiculo da emissora para fazer reportagens enquanto cumpria aviso prévio. De lá saiu com as mãos abanando e até hoje cobra na justiça seus direitos trabalhistas. Pouco tempo depois, foi ameaçado por um policial militar em pleno exercício da função e no interior do poder legisslativo bacabalense.  No caso específico, o PM cobrava do repórter que evitasse falar da sua esposa, que vem a ser assessora particular do deputado estadual.


Há outras situações do caso Romarinho que o público desconhece, mas que no momento não convém detalhar aqui, como a que quase custou o emprego de um repórter policial da Rádio Mirante AM, de São Luís, por abrir espaço para tratar da demissão de Romário.


Romário também acabou perdendo seu contrato com a Prefeitura de Bacabal e ele sabe a pedido de quem.


Ultimamente o deputado Roberto Costa tem se utilizado de intermediários para tentar se reaproximar do repórter. A mim, Romário disse que não cede, eu acredito. No entanto, se nota que o deputado deixou de ser alvo da artilharia do repórter que agora se volta totalmente para o prefeito e seu filho Davi Brandão, pré-candidato a deputado estadual e pedra no sapato do próprio Roberto que se vê sem a principal fonte de onde tirou votos para sua arrastada reeleição em 2018.


Portanto, imputar ao prefeito Edvan qualquer ato de violência ou tentativa de impedir o trabalho da imprensa é desconhecimento dos fatos ou maldade pura.


Moral da história


"'O lobo já não uiva como antes, mas, cuidado, ele continua se escondendo sob a pele de cordeiro para planejar seus ataques e agir".