03/04/2019

Profecia da prima do prefeito de Bacabal se cumpre: “Eu sei que o grupo João Alberto não vai deixar ele governar"

Já durante a campanha eleitoral  parte da população tinha certeza do que iria acontecer se Edvan Brandão vencesse a eleição.
Durante a campanha eleitoral para prefeito de Bacabal, em 2018, a todo momento as redes sociais eram tomadas por falas gravadas por simpatizantes desse ou daquele candidato e também de pessoas ainda indecisas em quem votar.

Os áudios não se resumiam em debater quem venceria a eleição suplementar. Em um dos casos uma prima do então prefeito interino e candidato Edvan Brandão se disse decepcionada com ele porque depois de ter sido eleito e reeleito a vereador fazendo parte do grupo Zé Vieira se juntou ao grupo adversário.

“Eu tenho orando muito para tirar ele [Edvan Brandão] de lá [prefeitura], Deus sabe do meu coração, ele é meu primo, votei nele a vida inteira. Depois que o Zé Vieira caiu, Edvan veio conversar comigo perguntando se eu iria ficar do lado dele, eu respondi que não, que não iria ficar: porque eu nunca saí do teu lado, você que saiu do lado da gente. Quando você foi para o lado do grupo João Alberto não pediu a opinião de ninguém, simplesmente foi. Você sabe que ganhou [para vereador] por causa do Zé Vieira”, disse ela explicando o que havia falado para o primo Edvan.

A prima do prefeito foi além e fez uma profecia: 

“Deus, eu não quero ver o meu primo preso, eu não quero ver o meu primo nas mãos do grupo João Alberto. Deus sabe que eu não quero isso para ele. O semblante dele não é mais de pessoa que tem alegria [...] eu sei que ele não tem paz”.

Em outubro do mesmo ano Edvan Brandão, por força do uso da máquina pública e da compra de votos, acabou sendo eleito e assumindo o cargo definitivamente. Contudo, somando o tempo que ele esteve interinamente na chefia do poder executivo, já se vão quase 10 meses de governo.

O que poderia ser considerado pouco já foi mais do que suficiente para a profecia se cumprir.

Edvan Brandão é atualmente um gestor sem autonomia, completamente refém das vontades do deputado estadual Roberto Costa (MDB), quem verdadeiramente comanda o grupo político que ainda leva o nome do ex-senador.

Com extrema rejeição popular Edvan só tem demonstrado ânimo mesmo quando o assunto é relacionado a parte em dinheiro que lhe cabe. Ele praticamente não é visto na cidade. Ou vive confinado em sua fazenda na zona rural ou viajando para participar de vaquejadas e leilões de gado.

Prestes a completar 99 anos a cidade que já recebeu o honroso título de Princesa do Mearim vive no completo abandono moral, ético e administrativo.