27/03/2019

PREFEITURA DE BACABAL: Contrato de R$ 1,6 milhão não garante nem esparadrapo aos pacientes das unidades de saúde

”No posto de saúde do bairro Juçaral não tem material para curativos, você acredita, e outra também, não tem material odontológico e a diretora fala que está com problemas no compressor”.

Esse desabafo acima é de uma dona de casa, como tantos moradores, indignada com a falta de medicamentos e material para os procedimentos médicos em postos de saúde de Bacabal. O descaso se repete nos hospitais, isso apesar de que há poucos dias antes de se exonerar do cargo de secretário de saúde o farmacêutico bioquímico Silas Duarte de Oliveira tenha declaro publicamente que no almoxarifado da Central de Medicamentos da SEMUS havia produtos de sobra e que, inclusive, equipes se desdobravam no sentido de promover a entrega dos medicamentos essenciais constantes do ”Programa Mais Remédios”, do governo municipal.

Segundo o ex-secretário, foram beneficiados com os medicamentos o Hospital Geral de Bacabal (HGB), o Hospital Materno Infantil de Bacabal (HMIB), o Centro de Saúde Dr. Coelho Dias, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e todas as Unidades Básicas de Saúde do município (UBS's). Silas Duarte ainda frisou que ”a ação é uma determinação do prefeito Edvan Brandão de Farias, e visa atender a toda população da cidade”.

Na prática, o prefeito não determina coisa nenhuma e nada do que foi dito pelo ex-secretário era verdade. Foi só uma forma que o município havia encontrado para rebater as cobranças da população. Tanto é que as afirmações do agora ex-secretário foram feitas quatro dias depois dele mesmo participar da assinatura de contrato celebrado entre a Prefeitura Municipal de Bacabal e a Empresa Amazônia Distribuidora Eirelli – EPP, do município de Timon, para o fornecimento de medicamentos (assistência farmacêutica básica) material hospitalar e laboratorial para atender a demanda operacional da rede de saúde.

Fontes de Recursos

Poder Executivo; Fundo Municipal de Saúde; Manutenção das Ações da Farmácia Básica AFB; Manutenção das Ações de média e alta complexidade.

O contrato

No valor de R$ 1.612.152,57 (Um milhão seiscentos e doze mil cento e cinquenta e dois reais e cinquenta e sete centavos) se estenderá até o final do ano e, no papel, entrou em vigência desde o último dia 14 de março.

No entanto, como denunciou a doma de casa acima, em absolutamente todas as unidades de saúde do município a situação continua na mesma. Sem sequer esparadrapo para fazer curativos.