17/02/2019

Entulho de "guaribada" em escolas é usado para tapar buraqueira em Bacabal

A iniciativa é dos próprios moradores cansados de esperar pelo prefeito que diz se orgulhar de ser bacabalense.
Os leitores hão de se lembrar da publicação recente revelando que foram depositados nas contas da Prefeitura de Bacabal, nos últimos dois dias de janeiro desse ano, mais de R$ 10 milhões provenientes do Governo Federal, desse total,  R$ 8.363.329,06  para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB.

Apesar dessa vultosa quantia o município não honrou com a atualização dos salários dos servidores contratos da pasta que ficaram sem receber seus vencimentos correspondentes ao primeiro mês de 2019.

No transcorrer de fevereiro já houve outros repasses, e até agora nada.

Se desorganização pouca é bobagem, as aulas na rede municipal de ensino que deveriam começar nesta segunda-feira (18), foram adiadas.

De acordo com circular informativo, o motivo seria “em virtude de algumas demandas pendentes”. Ficando estabelecido o dia 25 de fevereiro como nova data.

Pelo visto, em algumas escolas as aulas se darão em meio aos trabalhos de reformas dos prédios colocadas em ação sem que antes houvesse o processo de licitação para tomada do menor preço.


Os resíduos das reformas estão tendo a buraqueira das ruas como destino e por iniciativa dos próprios moradores cansados de esperar pelo chefe do poder público municipal, atualmente mais centrado em adquirir bens como cabeças de gado e fazendas.
"Cidade sem prefeito o povo tem que se virar pra sair da lama", disse um morador indignado
enquanto derramava o entulho em um buraco na rua.
Carta marcada

Pelo que consta no edital, a licitação para a contratação dessa prestação de serviço  - por empresa especializada na execução de reformas, ampliação e manutenção das unidades escolares da sede e zona rural - ainda ocorrerá às 9 horas do próximo dia 26 de fevereiro, o que mais uma vez evidencia o jogo de cartas marcadas que predomina na gestão Edvan Brandão, onde, em praticamente todos os casos empresas escolhidas às escuras passam a prestar serviços - ou só comprova-los por meio de notas fiscais frias -, sem a devida concorrência pelo menor preço, ou seja, acarretando dano ao  erário público.