Polícia Militar continua buscas pelo restante do bando que aterrorizou Bacabal

27/11/2018
A Polícia Militar do Maranhão continua nas buscas ao restante do bando criminoso que invadiu e aterrorizou Bacabal na noite de domingo (25) quando assaltou uma central de distribuição do Banco do Brasil nos fundos da agência da rua Magalhães de Almeida.
Na ação três bandidos foram mortos e outros dois suspeitos detidos. Nenhum policial ficou ferido.
A sociedade, apesar do pavor que passou durante horas por conta do som de rajadas de fuzis que ecoou pelos quatro cantos da cidade e de pessoas feitas reféns, também praticamente não sofreu baixa. A única morte de civil que ocorreu foi a do jovem Cleonir Borges Araújo, de 24 anos, que desobedeceu as orientações da Polícia Militar para se afastar da área do confronto e acabou abatido pelos criminosos.
No mais, a briosa Polícia Militar conseguiu com sucesso cumprir sua missão de proteger a sociedade sem sofrer baixas na corporação que, além da tropa do 15º BPM, contou com reforços de municípios da região.
“Vamos buscar um por um, como já fizemos em 100% dos casos de roubo a banco. Somos o Estado que tem 300 assaltantes de banco presos e 100% dos casos elucidados com prisões ou neutralizações de bandidos”, diz o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela.
O bando tinha dezenas de integrantes que na fuga tomaram rumos diferentes. Nas redes sociais internautas proliferam informações desencontradas sobre o paradeiro dos criminosos e acabam, por consequência, atrapalhando o trabalha da polícia e também causando pânico na população de outras cidades.
A orientação é para que até a própria imprensa tenha cautela na divulgação dessas informações.
Pronta reação
Os criminosos atacaram a Delegacia Regional, na margem da rodovia BR-316, e o quartel do 15º BPM, na estrada da Bela Vista. Também fizeram pelo menos dois pontos de bloqueio na cidade para tentar impedir a ação da polícia. Mas os policiais reagiram prontamente.
“De imediato todos nós, a noite toda, acompanhamos nossos policiais, que são homens que praticaram atos de bravura”, diz Jefferson.
“Os policiais partiram para cima, neutralizaram definitivamente três criminosos e isso deu um recado claro para eles. Viram que a força letal também estava sendo usada contra eles. Por isso essa fuga estabanada deles para todos os lados”, acrescenta o secretário.
Busca pelos fugitivos
Cerca de 300 policiais estão participando da operação de busca pelos fugitivos. A ação inclui buscas por meio de helicóptero.
“Informo que a polícia adotou todas as providências cabíveis, inclusive com deslocamento de efetivo de cidades vizinhas. O comandante-geral da PM está na região”, disse o governador Flávio Dino em sua conta no Twitter.
De acordo com Portela, há informações de que veículos dos suspeitos passaram em fuga por cidades da região. Os batalhões da região estão interceptando e buscando esses suspeitos.
O secretário Jefferson Portela acrescenta que “a ordem aqui no Estado do Maranhão, em nome da lei, é usar a força para defender o cidadão. Iremos buscar todos eles estejam em qualquer lugar do planeta Terra”.
Outras prisões
No total, foram presas oito pessoas: os dois suspeitos de envolvimento com o bando, sendo que um estava recolhendo o dinheiro deixado no chão do local do roubo; e mais seis pessoas pegando o dinheiro deixado no chão após o assalto.
“Tentaram se aproveitar de uma situação de crise, criando mais problema para a polícia, que já tinha que combater os próprios assaltantes”, conta Portela.
“Nessa condição, foi preso um soldado da PM do Piauí, armado no local. Ele será investigado profundamente para saber se só praticou esse ato de querer levar vantagem ou se ele fez algum trabalho prévio de cobertura para a quadrilha”, explica Portela.
Novo cangaço
Dos três suspeitos mortos no confronto, um é de Tocantins, um é da Bahia e um é do Maranhão. O baiano era irmão do maior chefe de quadrilha de criminosos violentos da Bahia.
“Portanto, são bandidos da Bahia associados a bandidos do Tocantins e a bandidos daqui para praticar essas ações. É uma modalidade conhecida como novo cangaço, que usa extrema violência e busca matar policiais. Não vamos permitir isso aqui no Estado do Maranhão; e isso custará muito caro para eles”, afirma Jefferson Portela.

Leia também

Next
Faça seu comentário

0 comentários: