Isolamento de prefeito eleito terá efeito em orçamento do município de Bacabal

14/11/2018

A decisão não se sabe de quem partiu, se do próprio Edvan Brandão (PSC), prefeito eleito de Bacabal, ou do trio que verdadeiramente dita as ordens no poder executivo (deputado estadual Roberto Costa, senador João Alberto, Maria José Carvalho).

O fato é que ao desocupar a casa onde morou durante a campanha, no parque Jardim Valéria, indo se isolar em sua fazenda no povoado Bela Vista, Edvan não só evita o contato com a população e as cobranças de credores e servidores demitidos sem o pagamento de seus salários, mas também onera o orçamento do município.

Entenda

Muito embora não tenha absolutamente nenhum poder de decisão, para que toda e qualquer medida tomada pelo trio que tem as chaves dos cofres do município passe a valer, é necessária a assinatura do prefeito eleito, sendo assim, secretários e coordenadores se deslocam diariamente até a fazenda, localizada na zona rural, queimando combustível que, obviamente, é da cota da prefeitura e fruto dos contratos milionários celebrados com um posto local e que têm a estimativa de pagamento no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) até 31 de dezembro de 2018.

Demissões

Se sobra dinheiro de um lado para custear despesas desnecessárias que poderiam ser evitadas, por outro faz muita falta, e como faz para os servidores.

Depois das demissões de dezessete do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) sem o pagamento de seus salários de setembro e outubro, nesta quarta-feira (14) surge a informação que outros vinte, esses lotados no Hospital Geral de Bacabal (Socorrão), foram sumariamente colocados no olho da rua e de bolso vazio.

A retaliação com viés político eleitoreiro por conta da inexpressiva votação obtida por Edvan entre os servidores públicos, é grave, mas também é bom deixar claro que ocorreu em outras gestões. Porém, o que na verdade tem deixado esses pais e mães de família revoltados é a covardia de demiti-los sem honrar com o pagamento de seus suados meses trabalhados, inclusive, na própria campanha do prefeito eleito, pois essa era uma das condições para quem quissesse permanecer empregado.

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