Delegado da Superintendência Estadual de Investigações Criminais revela novas informações sobre assalto em Bacabal

30/11/2018
O delegado Luciano Bastos, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, disse que os dez carros incendiados, assim como dois utilizados pelos criminosos durante o assalto a central de distribuição do Banco do Brasil, e que estão recolhidos ao pátio da 16º Delegacia Regional de Bacabal, serão periciados nesta sexta-feira (30).

Segundo ele, já foi possível saber, por exemplo, que um Audi, provavelmente roubado, utiliza emplacamento clonado de um veículo de São Paulo.

Quanto aos veículos inutilizados, os proprietários podem comparecer na delegacia para tratar das questões pertinentes às respectivas seguradoras.
Caminhões

O delegado citou ainda os dois caminhões, um boiadeiro que os criminosos fugiram levando parte do dinheiro e armamento, e o baú achado incendiado em uma estrada vicinal.
Suposta morte

Luciano Bastos revelou a possibilidade de um bandido - alvejado durante a troca de tiros com os policiais militares em frente ao quartel do 15º BPM e que conseguiu se evadir com o restante do bando - tenha morrido durante a fuga. Vestígios do sangue dele foram deixados em um dos veículos apreendidos e, se necessário, serão confrontados com o do corpo que porventura apareça.

Em relação as armas usadas pelos três bandidos mortos, o delegado esclareceu que foram levadas pelos comparsas.

Refém

O caminhoneiro  Obadias Pereira da Silva, de 44 anos de idade, que conduziu o caminhão baú achado incendiado, é o único refém desaparecido. A polícia acredita que ele ainda esteja em poder do bando. O caso repercute bastante na imprensa pernambucana, sobretudo de Recife onde a família dele mora.

“Ele é o único refém que não apareceu. Provavelmente ele saiu do seu veículo e dirigiu o outro caminhão usado pelos criminosos para fugir. Se ele tivesse morrido, o corpo já teria sido achado. Tudo indica que ele ainda está sendo feito refém”, disse o delegado.
Família angustiada

Antes de desaparecer, Obadias enviou um áudio aos parentes, que moram no Ibura, Zona Sul do Recife, informando sobre a ação criminosa.  “Neste momento, eu estou aqui como refém, aqui na estrada. Estão explodindo banco e eu estou na BR. Só Deus aqui. É tanto tiro e eu estou aqui como refém”.

O site Jornal do Commercio é um dos que vêm dando ampla cobertura ao caso e  nesta quinta-feira (29) publicou informações sobre a angústia vivida pela esposa, filhas e demais familiares do caminhoneiro. Leia abaixo.

Sem notícias do caminhoneiro, a família se angustia. "Meu pai estava passando pela cidade quando o bandido o assaltou para transportar o dinheiro roubado no Banco do Brasil. Ele mandou o áudio no domingo, por volta das 22h30”, disse Danielly Alves, filha do caminhoneiro. Segundo ela, o pai é uma pessoa muito calma.

O caso está sendo investigado e quem tiver informações sobre o paradeiro de Obadias pode entrar em contato com a Polícia Civil ou com a família dele pelo número (81) 98682-0460 (falar com Danielly) ou (81) 99754-9720 (falar com Eliude).

Fake News

Nesta quinta-feira (29) fotos de um homem foram espalhadas em grupos de WhasApp como sendo do caminhoneiro desaparecido, porém, a família garante que não se trata de Obadias.

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