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VÍDEO: Agente penitenciária conduzida em camburão acusa delegado de arbitrariedade e truculência


O episódio envolvendo o delegado de polícia Ederson Martins e a agente penitenciária Adriana Roma, lotada na Unidade Prisional de Ressocialização do município de Santa Inês, veio à tona na tarde desta quarta-feira (04) durante o programa Rádio Patrulha, apresentado pelo radialista Domingos Ribeiro (Mirante AM, de São Luís).

Márcio de Deus, membro do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, relatou que na última terça-feira (02), por volta das 15 horas, a agente estava de plantão na permanência da UPR/Santa Inês, quando uma escrivã de Polícia Civil adentrou a unidade prisional para fazer o interrogatório de um detento, sendo que sua passagem foi prontamente concedida, assim também como de um agente policial que lhe acompanhava.

Ao perceber a irregularidade, a agente penitenciária Adriana Roma se dirigiu aos dois solicitando que se submetessem ao processo de revista. De acordo com a versão do sindicato, a escrivã se sentiu constrangida por ser obrigada a, inclusive, se agachar durante revista intima e vexatória, fato, que, é negado veementemente pela agente penitenciária.

“Esse tipo de revista já está proibido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). No caso da revista da escrivã, foi feita na sala e o procedimento durou menos do que cinquenta e cinco segundos, isso não é tempo hábil para que ela tirasse as vestimentas, como alegou”, disse Adriana em um áudio que o Blog do Sérgio Matias teve acesso.

Após passar pela revista, a escrivã interrogou o detento normalmente e deixou o prédio da UPR.

Horas depois, por volta das 18 horas, o delegado Ederson Martins entra no local questionando quem seria a agente Adriana e, de imediato, lhe deu voz de prisão por desacato. “Eu me levantei da cadeira e ele pegou meu braço com truculência, torceu meu braço. Eu resisti porque aquilo foi uma surpresa, uma prisão ilegal, eu fiquei abalada. Fui imobilizada por ele e ainda vieram mais dois policiais que me agarraram pelos brações e pernas e me conduziram diretamente para a viatura da Polícia Civil, fui conduzida por um camburão, como o pior bandido.

A agente penitenciária conta ainda que na delegacia foi colocada em uma cela onde ficou por cerca de vinte minutos. “Eu passei por uma revista onde me despi para uma funcionária da Policia Civil que me perguntou se eu estava armada”.

Em seguida, Adriana prestou depoimento ao delegado Ederson Martins e, segundo ela, implorou para que o procedimento não fosse para frente porque é concurseira e teme ser prejudicada por responder processo criminal. “Eu pedi, implorei porque pensei no meu futuro”.

Só nesta quarta-feira (04) foi que o sindicato da categoria tomou conhecimento do ocorrido e garante está tomando as providências. “Vamos fazer um ato de repúdio. Estamos indo a Santa Inês tomar todas as providencias”, disse Márcio de Deus.

O delegado e a escrivã ainda não se manifestaram sobre o caso.
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