Temor de perder preferência de João Alberto faz Roberto Costa atropelar aliados e até o filho do próprio senador

24/09/2018
A ascensão meteórica de Roberto Costa na política, é de conhecimento de todos, se deu única e exclusivamente graças a ajuda do senador João Alberto. Exercendo seu segundo mandato de deputado estadual, Roberto almeja renova-lo na eleição desse ano, mas, diferente das duas primeiras vezes, agora em 2018 sua vaga é uma das mais ameaçadas, isso, muito embora, a Prefeitura de Bacabal tenha caído em seu colo às vésperas do pleito.

O pesadelo que o assombra ganhou mais força, como já dito, quando o colega de partido e também apadrinhado do senador, Coronel Egídio, decidiu pleitear uma das 42 cadeiras na Assembleia Legislativa.

A ousadia do Coronel nunca foi bem digerida por Roberto que passou a lhe fechar as portas na gestão municipal e, por fim, na campanha ao impedir que o o mesmo usasse o microfone durante a passagem da ex-governadora Roseana  Sarney por Bacabal, no último sábado (22).

Outra vítima

As negociatas - via prefeitura -  visando atrair apoio político para a eleição a prefeito de Edvan Brandão - vereador que atualmente responde pelo poder executivo - inclui a reeleição de Roberto Costa à deputado estadual.

É aí que se insere a outra vítima do egocentrismo exacerbado do pupilo de João Alberto.

Disputando sua reeleição a deputado federal, João Marcelo, mesmo sendo filho do senador, nem sempre tem entrado no “pacote”. Cito abaixo alguns exemplos.

Família Veloso - do ex-prefeito Zé Alberto e do vereador Alberto Sobrinho – foi cooptada, mas o apoio à João Marcelo ficou de fora;

Dr. Lula – O vereador é outro que foi tirado do grupo adversário apenas com o compromisso de apoiar Edvan e Roberto Costa.

Manuel da Concórdia – vereador e ex-presidente da câmara apoiará a dupla Edvan/Roberto, mas tem outro candidato a deputado federal.

Maria José Carvalho - Depois de Roberto, a ex-dama de ferro do vizinho município de São Luís Gonzaga do Maranhão é quem mais dá as ordens na Prefeitura de Bacabal. Os dois estão acima do próprio Edvan que só assina papel. Apesar disso, ela também não apoia João Marcelo.

Aí estão apenas alguns poucos exemplos, pois não é difícil se deparar com líderes comunitários, cabos-eleitorais e servidores contratados da prefeitura que assumem abertamente não votarem em João Marcelo.

Tal fato, pode até parecer, mas anda longe de ser liberdade de escolha, pois o que ocorre na verdade é que não há por parte de Roberto Costa - curador de Edvan Brandão - qualquer interesse na reeleição do filho de João Alberto que é visto por ele como seu virtual substituto na preferência politica do senador.

Não por coincidência, esse é o mesmo temor que Roberto tem de Coronel Egídio e também tinha de Fábio Câmara, vereador de São Luís que se viu obrigado a deixar o MDB.

EM TEMPO: A situação de João Marcelo com esse complô só não é desesperadora em virtude de ele ter expressivos apoios em outros municípios e sua reeleição assegurada.

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