BACABAL: Edvan Brandão não esboça reação e sua tutela continua com grupo João Alberto

14/09/2018

No início da noite do dia 3 de julho desse ano, o presidente da Câmara de Vereadores, Edvan Brandão (PSC), assumia interinamente o comando do poder executivo bacabalense por determinação da Justiça Eleitoral. Desde então, já se passaram dois meses e, logo de início, mesmo tendo ele todas as prerrogativas de prefeito, ficou evidente que não teria total autonomia para tomar as decisões importantes que o cargo requer.

Aliado ao grupo do senador João Alberto (MDB), Edvan Brandão passou a viver uma espécie de reality show, onde absolutamente todos os seus passos são vigiados de perto e 24 horas.

Nas primeiras semanas de gestão era praticamente impossível desassocia-lo da imagem de Roberto Costa (MDB). O deputado estadual emedebista, que abriu mão da candidatura a prefeito para concorrer à reeleição, procurou todos os meios para chamar a atenção para si, fazendo as vezes de gestor, seja indicando boa parte do secretariado, seja tomando à frente nos eventos organizados pela prefeitura.

Tal situação foi bastante criticada pela população que, então, passou a ver em Edvan a figura de Jocimar Alves - 1993 a 1996 - que se sujeitou a receber ordens e, por fim, morreu levando consigo o estigma de prefeito manobrado e impopular.

Reação

Diante da forte repercussão negativa e orientado por correligionários o atual gestor chegou a demonstrar vontade de mudar de comportamento e adotar uma postura mais independente, entretanto, pisou no freio antes mesmo de, efetivamente, colocar a ideia em prática.

Até hoje Roberto Costa continua dando as cartas e Edvan correndo sérios riscos de não permanecer na cadeira de prefeito, já que seus adversários, concorrentes ao cargo na eleição suplementar, estão ganhando bastante fôlego, a exemplo de César Brito (PPS).
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