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Trabalhadora rural de Bacabal acompanha atriz Dira Paes em set de filmagem;; "Pureza" será lançado em 2019

Por Élcio Braga
O Globo
Dira Paes e Pureza Loiola em Marabá, onde foram feitas as filmagens.
A dor de dente era tanta que, naquele dia, o trabalhador febril não conseguiu levantar da rede, pegar a enxada e caminhar até a plantação. A falta foi punida sem dó. O capataz amarrou o adoentado a uma árvore e, com alicate, arrancou todos os seus dentes. Esta e outras histórias estarrecedoras foram reveladas por Pureza Lopes Loyola em sua busca pelo filho por fazendas que usavam trabalho escravo, no Norte do Brasil. A longa jornada, quase sempre a pé, resultou em centenas de trabalhadores rurais libertados e indenizados, um prêmio internacional, além do aguardado reencontro familiar.

Mas só agora, mais de 25 anos depois, Pureza, 75, acredita que a profecia, feita em uma igreja evangélica antes até do início da peregrinação, vai se realizar. Ela compartilhou a sensação com a atriz Dira Paes, que a interpreta em longa-metragem inspirado em sua história. As duas se encontraram na semana passada, no encerramento das filmagens, em Marabá, no Sul do Pará.

— Uma pessoa falou para Pureza: “Os olhos do mundo vão te ver”. Alguém fez esta profecia. Depois, ela olhou para mim e disse: “Os olhos do mundo são o cinema” — conta a atriz, convencida do poder da sétima arte para divulgar e combater os horrores do trabalho análogo à escravidão.

“Pureza” é dirigido por Renato Barbieri, que assina o roteiro com o produtor Marcus Ligocki Jr. Com fotografia de Felipe Reinheimer, as filmagens se estenderam por um mês, até 15 de julho. A escolha de Marabá como locação foi em função da logística e da infraestrutura da cidade. E, apesar de não ter passado por lá, dona Pureza percorreu muitas fazendas do Sul do Pará. Na semana passada, foram rodadas as cenas finais no Congresso Nacional, em Brasília. No elenco, além de Dira, estão Matheus Abreu (o filho Abel) e Flávio Bauraqui (capataz Narciso). O filme deverá ser lançado em festivais no ano que vem e, em 2020, vai para os cinemas.

O momento mais aguardado era a ida de Pureza, que mora em Bacabal, a 234 km de São Luís, no Maranhão, ao set. Ao chegar à base da produção do filme, no Brejo do Meio, aglomerado rural próximo a Marabá, ela recebeu os aplausos da equipe de produção: aproximadamente 80 profissionais. Ali, era gravada a cena em que a protagonista telefona de um orelhão atrás do paradeiro do filho. Em silêncio, os moradores acompanhavam o desenrolar da encenação.

— Pureza enfrentou muitos desafios, foram vários dias sem se alimentar. O filme é sobre essa mulher em busca de seu filho e que acaba se deparando com o trabalho escravo contemporâneo no campo. Uma situação ainda comum na região — diz Dira.
Atriz no set de gravação.
— Ainda tem escravidão dentro dessas matas que só os olhos de Deus estão vendo — acredita Pureza, que relembra os percalços pelos quais passou nessa busca, nos anos 1990. — Quando eu denunciava em Brasília, eles arrumaram uma equipe de não sei quantos homens. Polícia Federal e Ministério do Trabalho entraram em sete fazendas e não encontraram sequer um trabalhador escravizado. Tudo legalizado, recebendo bons salários, todo mundo de carteira assinada. Uma grande mentira.

Dira em Bacabal
Dira Paes sendo tietada pelo fã bacabalense Jeffferson Sousa.
O encontro no set não foi o primeiro entre Dira e Pureza. A atriz já havia feito uma visita prévia a ela em Bacabal. Relembre.

— Acho que essa minha Pureza é o arquétipo da mãe. Não é necessariamente a Pureza Lopes Loyola, que tem este nome maravilhoso que já diz muitas coisas — reflete Dira, mãe de dois meninos, emocionada ao falar sobre o tema.

Renato Barbieri, com 35 anos de trajetória pelo documentário, conta que “Pureza” é o resultado de 11 anos de trabalho.

— Fui apresentado à ideia em janeiro de 2007. Em dezembro daquele ano, a gente já estava indo para Bacabal. Dona Pureza achou incrível a história de virar um filme. Ela guardou registros em cassete, fotos, cartas escritas a três presidentes: Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Tive acesso àquele baú — conta Barbieri, lembrando que Pureza foi condecorada pela Anti-Slavery International, mais antiga organização abolicionista do mundo. Paralelamente, ele prepara o documentário “Servidão”, sobre a escravidão contemporânea.

A história do longa, porém, começa com Abel decidindo buscar emprego em garimpos na Amazônia. Ele parte, mas não manda mais notícias.

— Pureza ficou desconfiada de que ele pudesse ter caído em situação escravagista. No percurso a pé que fez, ela acabou enfrentando duas onças. A gente achou melhor nem colocar no filme porque ninguém ia acreditar — conta ele.

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