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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Caso que envolveu ex-comandante do 15º BPM levará parte da tropa ao banco dos réus


É previsto para a manhã desta sexta-feira (24), no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, o julgamento de 16 policiais militares lotados no 15º BPM, sediado em Bacabal, acusados de motim, revolta, constrangimento ilegal, incitamento, entre outras, que podem leva-los à pena de 6 a 20 anos de prisão.

O caso se refere ao ocorrido na manhã do dia 8 de janeiro de 2016 quando o então comandante do batalhão, Tenente-coronel Miguel Neto, teve um desentendimento com a tropa, que, em função da insatisfação gerada após algumas medidas adotadas pelo comando, permaneceu no quartel e recolheu as viaturas das ruas.

Tal decisão, que contou com total e irrestrito apoio da Associação dos Policiais Militares da Região do Médio Mearim – ASPOMMEM, por pouco não teve um desfecho trágico.

Vídeo e ameaças
Tido pelo Tenente-coronel Miguel Neto como um dos líderes do movimento reivindicatório, o policial Ney Fernandes Bandeira (Cabo Bandeira) foi convocado a comparecer no gabinete do comandante, o que foi prontamente feito, porém, cauteloso com a reação que o seu superior poderia vir a ter, já que por inúmeras oportunidades ele deu demonstrações de perder o controle emocional diante de alguns fatos, o policial se fez acompanhar do advogado Juscelino Freitas Mendes, representando a associação da categoria.

Como o comandante insistentemente pedia que o advogado se retirasse do gabinete ou determinaria que fosse retirado à força, o policial resolveu registrar a conversa. Ao perceber, Tenente-coronel Miguel Neto partiu para cima com uma arma de fogo em punho e apontado para a cabeça de Cabo Bandeira. Aos gritos, exigia que o vídeo fosse apagado.

Para evitar que tanto o policial como seu advogado saíssem da sala, o comandante bateu bruscamente a porta do gabinete, mas diante da confusão que também foi presenciada pelo policial F. Gomes, na época presidente da Associação dos Policiais Militares da Região do Médio Mearim, outras pessoas intercederam e conseguiram evitar que algo mais grave acontecesse, como um tiro ser disparado.

Em estado de choque e na companhia do advogado e dos colegas de farda, Cabo Bandeira foi encaminhado ao Pronto Socorro Municipal e, em seguida, a Delegacia do 1º Distrito Policial onde o advogado Juscelino Farias registrou um boletim de ocorrência. O vídeo feito no gabinete do comandante também foi entregue ao delegado.

Consequências
Um dia após o ocorrido, que teve repercussão nacional, membros da diretoria da Seccional Maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil vieram a Bacabal tratar assuntos relacionados ao caso. “O advogado é inviolável no exercício da profissão. O ataque praticado contra o advogado e o seu constituinte atinge a todos os advogados bem como o próprio Estado de Direito”, enfatizou o presidente da OAB/MA, Thiago Diaz.

O começo de tudo

Anteriormente, ainda em março de 2015, a divulgação de trechos da gravação de diálogos do comandante do 15º BPM com alguns de seus subordinados, quando da realização de uma festa no “Caipirão”, expões a grave situação. Na oportunidade Miguel Neto manteve contato com o titular do blog para contar sua versão dos fatos e acusou alguns policiais de estarem fazendo complô para prejudica-lo.

Ainda de acordo com o comandante, a insatisfação desse determinado grupo seria em razão de medidas adotadas por ele visando evitar que os mesmos continuassem a cometer abusos, e cita alguns exemplos, como maltratar e atender mal a comunidade, usar as viaturas para resolver demandas particulares. O que teria gerado inúmeras reclamações por parte dos cidadãos.

A coibição dessa prática seria então, no entender do comandante, o verdadeiro motivo de está sendo perseguido.

Por tudo isso os policiais que encabeçaram o aquartelamento em janeiro de 2016, que culminou na discussão acalorada no interior do gabinete do comandante, sentarão no banco dos réus nesta sexta-feira (24).

Morte do comandante

O tenente-coronel Miguel Gomes Neto, que já não estava à frente do 15º BPM de Bacabal, acabou recorreu ao suicídio na manhã do dia 11 de junho desse ano após atirar e matar a própria esposa. De acordo com informações, o casal estava no município de Barreirinhas, onde a agente penitenciária Clodiany Carvalho Garcia era mantida em cárcere privado.

Policiais militares teriam chegado ao local ao receber denúncias de vizinhos, o tenente-coronel chegou a entregar a arma de fogo que usava para ameaçar a esposa, porém, quando ela já se encontrava dentro da viatura Miguel Neto se reaproximou e sacou uma pistola que carregava dentro de uma sacola.

Sem chance nenhuma de defesa, a vítima foi atingida na cabeça e no pescoço, em seguida, Miguel Neto atirou contra si.
RELEMBRE ALGUNS CASOS:

Comandante do 15º BPM perde novamente o controle e ameaça policial com uma pistola





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