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Júri popular de Teixeirinha foi adiado para 22 de novembro desse ano, em Bacabal



A vendedora de produtos de beleza, Maria Rita (foto), de 31 anos, foi vítima de crime passional que teve a própria irmã como testemunha ocular. Antônio Costa Teixeira, conhecido como Teixeirinha, ex-marido e pai das duas filhas da vítima, foi o autor dos vários tiros que ceifaram a vida da ex-mulher.

O homicídio ocorreu na manhã do dia 27 de fevereiro de 2014, por volta das 10 horas, na estrada vicinal que dá acesso ao povoado Boa Esperança, zona rural de Bacabal, onde Maria Rita passou a morar após se separar do acusado.

Segundo relato de Fátima Nunes, irmã da vítima, Teixeirinha chegou ao local em um carro Fiat Palio, cor preta. Ao encontrar com a ex-mulher efetuou os disparos à queima-roupa e fugiu tomando rumo ignorado.

Ainda segundo informações, Teixeirinha não estava conformado com a separação e, quase que todos os dias, insistia em manter contatos com a vítima, pessoalmente ou por telefone. Diante das recusas teria resolvido cometer o crime.

Confissão

Em depoimento, o assassino disse ter efetuado dois disparos à queima-roupa na vítima em razão da mesma ter se recusado a reatar o relacionamento, e ainda segundo Teixeirinha, Maria Rita teria lhe agredido com palavras, o que o fez perder a cabeça e praticar o crime.

Fuga 

Teixeirinha também relatou que após assassinar a ex-esposa utilizou seu próprio carro para empreender fuga. Na cidade de São Mateus do Maranhão, distante 55 km de Bacabal, o veículo foi abandonado, pois teria apresentado problemas mecânicos. De carona ele teria seguido até Miranda do Norte e lá vendido a arma do crime por R$ 400,00 (quatrocentos reais).

O assassino confesso ainda teria conseguido chegar A Santa Inês e, em seguida, pegar carona em um caminhão até a cidade de Parauapebas, no Estado do Pará, onde permaneceu homiziado na residência de uma irmã, localizada na Avenida Brasil, no Núcleo Residencial e de Serviço da Companhia Vale do Rio Doce.

Prisão

No dia 25 de março de 2014, ao completar exatos trinta dias do crime, Teixeirinha foi preso por uma equipe comandada pelo então delegado regional de Bacabal Dr. Carlos Alessandro, em um bar que fica na mesma área. Com ele a polícia encontrou uma certidão de nascimento falsa em nome de Antonio Marcos Costa Pereira, o que levou a imaginar que Teixeirinha não tinha nenhuma intenção de se entregar e provavelmente seguiria para um local ainda mais distante.
Recambiado para Bacabal o assassino permanece preso e iria a juri popular na manhã desta terça-feira (17), porém, ficou adiado para o dia 22 de novembro desse ano. A alegação é que a assistente de acusação não foi intimada para comparecer ao júri marcado para às 8h30 de hoje.
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