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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

João Alberto com mais um abacaxi nas mãos



O senador maranhense João Alberto de Souza (PMDB) que adotou Bacabal como terra-berço e, inclusive, foi seu prefeito (1989), há algum tempo tem estampado as manchetes de quase todos os meios de comunicação do país, afinal, é ele quem preside no Senado o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que recebe e analisa previamente representações ou denúncias feitas contra os senadores e que podem resultar em medidas disciplinares como advertência, censura verbal ou escrita, perda temporária do exercício do mandato e perda do mandato.

Paralelo a essa enorme responsabilidade, o senador também tem perdido os poucos fios de cabelo que ainda lhes restam tentando apaziguar a briga que dois de seus principais apadrinhados travam na política local.

Como todos somos sabedores o hoje deputado estadual Roberto Costa, candidato a prefeito derrotado, aportou em Bacabal trazido por João Alberto para contribuir com o então deputado Jura Filho, de quem em pouco tempo tomou o posto de “queridinho” do senador.

Egídio Amaral, ainda major, ocupava o cargo de ajudante de ordens ou, se preferir, secretário particular do então governador João Alberto, com quem passou a frequentar Bacabal.

Promovido a tenente-coronel, Egídio Amaral assumiu, a pedido de João Alberto, o comando do 15º BPM, sediado em Bacabal, quando, inegavelmente, o município viveu seu melhor momento na questão do combate ao crime.

Com a posse de Flávio Dino no Governo do Estado houve a troca de comando e Egídio Amaral, já como coronel, deixou o batalhão. Mesmo à frente do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 3 (CPAM-3), em São Luís, ele continuou vindo a cidade e, um ano antes da campanha eleitoral de 2016, transferiu seu domicílio eleitoral para concorrer a uma das 17 vagas no legislativo bacabalense apostando no reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu.

Abertas as urnas Egídio Amaral obteve 1.824 votos, se elegendo como o terceiro mais votado no cômputo geral e como primeiro da sua legenda, no caso o PMDB, bem à frente de figuras mais badaladas como Serafim Reis (1.432) e Natália Duda (1.432) que ficaram empatadas na sexta colocação.

Egídio assumiu o mandato na Câmara Municipal de Bacabal e passou a adotar uma forma de trabalho que, em pouco tempo, o tirou da sombra do até então inquestionável (no PMDB) Roberto Costa, que, vendo seu trono ameaçado resolveu boicota-lo, impedindo até que suas ações sejam divulgadas na emissora de TV que comanda, muito embora ela seja de propriedade de João Alberto.

Citações com referências ao trabalho do vereador e entrevistas estão vetadas e, a não ser que haja uma ordem expressa do verdadeiro dono, Egídio Amaral é “persona non grata” na TV Difusora de Bacabal.

No evento promovido em comemoração ao Dia das Crianças essa retaliação ficou evidente. Dos aliados, apenas Egídio ficou de fora da propaganda política antecipada na emissora.
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