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sábado, 16 de setembro de 2017

Mulher é conduzida suspeita de agiotagem e de reter cartão bancário desde 2014



Lucineide e os cartões apreendidos com ela.
Uma mulher que se sentiu lesada e teve seu cartão bancário retido após contrair empréstimo financeiro, procurou a Polícia Civil para denunciar o caso e apontou Lucineide Nascimento Gonzaga, de 47 anos, moradora do bairro Alto Cururupu, em Bacabal, como sendo a responsável.

Lucineide foi conduzida até a delegacia na manhã desta sexta-feira (15), com ela havia outros cartões, inclusive do beneficio Bolsa Família, em nome de terceiros, o que caracteriza ainda mais a prática do crime de agiotagem.

Segundo a própria Lucineide, ela chega a cobrar até 30% de juros, mas, no caso da mulher que teve o cartão retido, isso desde 2014, a taxa foi bem mais elevada, algo em torno de 100%. “Ela me pediu R$ 1.000,00 (mil reais) emprestado, aí me pagava por mês, que no total já deu R$ 1.900,00 (mil e novecentos reais)”, confessou.

Assim como Lucineide, a alegação de todos que fazem empréstimos a juros exorbitantes é que não estão roubado ninguém, mas vale ressaltar que a prática de agiotagem é considerada crime contra a economia popular previstos na Lei nº 1521/51.

O delegado regional Elson Ramos relatou que Lucineide foi ouvida e responderá, em liberdade, pelos crimes de usura [agiotagem] e ameaça. O cartão que estava retido foi devolvido a dona.

Bandeira 2

Lucineide foi entrevistada com exclusividade pelo repórter Romário Alves (TV Difusora). Na manhã desta segunda-feira (18) a reportagem vai ao ar, a partir das 6h16, no programa Bandeira 2.

Agiotagem

Os agiotas geralmente são procurados por pessoas que não têm crédito na praça por terem rendimentos insuficientes ou estarem excessivamente endividadas ou na lista dos devedores em atraso.

Precisamente por se tratarem muitas vezes de situações desesperadas, em que não há alternativa no mercado de crédito legal, os agiotas praticam normalmente, juros proibitivos. Agem geralmente com um contrato verbal, no qual o tomador do empréstimo, é submetido a prazo de pagamento e taxas de juros fora do padrão de mercado. Podem também mascarar a operação com outras transações, que tenham como garantia um bem móvel, como uma venda simulada de automóvel ou imóvel como casa ou apartamento ou outro qualquer bem imóvel.

Outros usam o sistema de empréstimo de dinheiro em troca de cheque pré-datado.

Como os agiotas têm algumas dificuldades legais em recorrerem à justiça em caso de inadimplência, muitas vezes usam métodos coercitivos pouco amigáveis ou mesmo perigosos para recuperar o seu dinheiro.
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