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sábado, 24 de junho de 2017

Advogado exalta qualidades do político João Alberto de Souza: "de coragem, cabra macho sim senhor"


João Alberto na tribuna do Senado.
Por Sérgio Muniz
Advogado militante em direito municipal e eleitoral; graduado pela ufma; pós-graduado em direito processual civil pela AEUDF; ex-membro titular do TRE-MA na categoria jurista.

O titular deste blog [Sérgio Muniz] nasceu no Maranhão, um dos mais bonitos Estados do Nordeste brasileiro, mas também dos mais sofridos. Amargamos um tempo de abandono e falta de infra-estrutura, quadro que somente começou a mudar quando a geração dos poetas ascendeu ao Poder, capitaneada por um jovem advogado, José Sarney. Seu dinamismo e visão administrativa trouxe para cá grandes técnicos, o que fez esse Estado começar a mudar. Contudo, existem regiões ainda muito pobres. Foi lá, em meio às adversidades, que ele nasceu. Foi no ano de 1935, em São Vicente de Ferrer, na baixada maranhense.

Formou-se em economia e logo em seguida iniciou carreira política, tendo exercido os mandatos de Deputado Estadual, Deputado Federal, Vice-Governador, Governador, Prefeito da sua querida Bacabal (cidade às margens do Rio Mearim que o adotou) e Senador da República.

Político aguerrido e destemido como poucos, João Alberto trilhou uma caminhada de força e honradez e foi em decorrência desses atributos que o povo viu nele um homem em quem se pode confiar. Segundo registros históricos, chegou mesmo a cercar o Palácio Sede do Governo do Maranhão para evitar um golpe que queria apeá-lo do seu mandato de Governador. Foi durante esse mesmo período que o Estado teve o maior registro de paz e tranquilidade. Quando antes a marginalidade campeava, no Governo de João Alberto bandido passava direto para os Estados Vizinhos. O motivo: o Maranhão era governado por um homem de pulso.

João Alberto deflagrou a Operação Tigre. Lugar de bandido passou a ser fora do Maranhão, mas se aqui insistisse em permanecer era a ele garantido um lote de terra com profundidade de 7 (sete) palmos, com largura e cumprimento suficiente para caber um corpo em descanso eterno. Aqui bandido bom era bandido morto. Não ficou um único pistoleiro por essas paragens. Atingimos criminalidade quase zero. Lembro que naquela época o Governo  anunciava ao povo para dormir com portas e janelas abertas que o Estado garantia sua segurança. Foi um tempo de policiais bem remunerados, aparelhados e uma polícia motivada. O Governador era um exemplo a ser seguido e não por acaso o povo lhe deu o agradecimento devido. Impulsionou sua carreira política e hoje, aos 81 (oitenta e um) anos, vive o penúltimo ano do seu mandato de Senador.

João Alberto de Souza, ao longo de todo esse tempo no Congresso Nacional, alcançou tamanha credibilidade junto aos seus pares que hoje integra a Mesa Diretora e é o Presidente do Conselho de Ética do Senado.

Durante esta última semana, o Senador maranhense foi acompanhado diariamente por seguimentos da imprensa que querem aparelhar o Estado. Queriam intimida-lo a conduzir um processo por quebra de decoro para a cassação do Senador pelo PSDB de Minas Gerais Aécio Neves, o qual teria recebido propina do Joesley Batista da JBS Friboi. Nesse Estado policialesco em que estamos vivendo, até um pedido de dinheiro emprestado ganha outra conotação, e uma delação premiada flagrantemente fomentada para garantia do mais absurdo acordo já firmado no País, orientada que foi por um ex-integrante do Ministério Público e com informações passadas, em tese, por um membro do Ministério Público que hoje se encontra preso, ensejou o afastamento de um Senador da República e a prisão de sua irmã e um primo. Pura falácia. Aécio Neves foi preso por ser um dos críticos mais ácidos da Lava-Jato, a intocável operação que liga os holofotes da imprensa nacional, que cega aqueles que são por ela conduzida e que enfraquece quem tinha o dever de garantir que ela obedecesse aos ditames legais.

Não existiu pagamento de propina para Aécio Neves. Este blog já esclareceu que propina é o dinheiro que se paga a alguém em troca de uma ação ou omissão que beneficie o pagador. Isso não ficou caracterizado. Justamente por isso, o Senador maranhense decidiu arquivar a representação contra o Senador tucano. Não poderia ter feito melhor. Mostrou ser justo, consciente de seus atos e atribuições, mas principalmente que não se deixa intimidar nem pela imprensa e nem pelos reclames dos Senadores viúvas do poder.

De parabéns o Senador João Alberto de Souza. Mostrou mais uma vez que é um político de coragem. Cabra macho sim senhor.
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