Manobra do presidente em exercício mantém indefinida eleição da Câmara Municipal de Bacabal

05/02/2017

Presidente em exercício tentando explicar porque não
diplomaria Joãozinho Algodãozinho.
As providências tomadas com antecedência pelo grupo de vereadores que dão apoio a candidatura de Edvan Brandão (PRB) - como conseguir junto ao TRE-MA cópia do diploma de Joãozinho Algodãozinho (sem partido) - não evitaram que a eleição para a escolha da nova mesa diretora do poder legislativo bacabalense, ocorrida na noite desta sexta-feira (3), permanecesse indefinida, pelo menos, até que a Justiça se manifeste.

O clima de incertezas que o município passou a viver depois da celeuma criada quando da solenidade de posse, ocorrida no primeiro dia do ano, onde houve duas votações paralelas para a escolha da mesa diretora e, que, no último dia 27 de janeiro, foram anuladas por decisão proferida pelo juiz Marcelo Moreira, titular do Juizado Especial Cível e Criminal e respondendo pela 1ª Vara de Bacabal, parecia que, enfim, teria um ponto final, mas, uma manobra do vereador Irmão Leal (PMDB), presidente em exercício da câmara, acabou novamente deixando o caso nas mãos da justiça.

Irmão Leal, que também concorreria à presidência da Casa em substituição a César Brito (PPS) que havia concorrido em uma das duas votações anuladas pela justiça, se negou a dar posse a Joãozinho alegando que o colega não apresentou documentação dentro do prazo exigido em edital, que seria até duas horas antes da eleição, ou seja, às 17 horas.
Vereador Joãozinho aguardando ser diplomado.
Algodãozinho apresentando diploma.
Leal sugeriu que a votação ocorresse com 16 vereadores, sem a participação de Joãozinho, o que eventualmente acabaria em um empate de oito a oito e, lógico, daria a ele como decano da atual legislatura o direito de comandar a câmara durante o biênio 2017/2018 e - numa provável “queda” da liminar do TSE que sustenta Zé Vieira no cargo de prefeito - a condição de também responder pelo poder executivo até que seja marcada eleição suplementar para prefeito.
Com dedo em riste, vereador Reginaldo do Posto
cobra respeito de Irmão Leal.
Como a sua sugestão foi rechaçada pelo grupo de Edvan Brandão, Irmão Leal declarou encerrada a sessão sem dar posse a Joãozinho Algodãozinho, como a Justiça determinou, e, na companhia de mais sete colegas, deixou o plenário.
Vereador Serafim Reis reabrindo os trabalhos.
Entretanto, o vereador Serafim Reis (PMDB), reabriu os trabalhos com a presença de outros oito vereadores e empossou Joãozinho no cargo, em seguida, foi feita votação que elegeu Edvan Brandão como presidente; Melquiades Neto (Vice-prefeito); Natália Duda (1ª Secretária); e Egídio Amaral (2º Secretário).
Vereadores no plenário da câmara.
Joãozinho sendo diplomado.
Edvan Brandão ocupando a presidência da Casa após votação.
Uma ata foi lavrada e todo o processo foi acompanhado por dois Oficiais de Justiça designados pelo juiz Marcelo Moreira que voltará analisar a situação nesta semana.

Enquanto isso segue indefinido o futuro do legislativo bacabalense.

Posse de Maninho
Irmão Leal deu posse a Maninho antes de ir embora.
Antes de encerrar a sessão e ir embora, Irmão Leal deu posse ao vereador João Garcez, o Professor Maninho, que, assim como Joãozinho Algodãozinho, também teve sua primeira posse anulada.

Segurança
Prevendo que a desordem dos legisladores se entendesse para a população que acompanhava a sessão do lado de fora do prédio, a Polícia Militar reforçou a segurança com um bom número de policiais e viaturas, fechando o acesso de veículos nas ruas próximas. Mas, apesar dos gritos e vaias, tudo transcorreu bem.

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