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DICAS DE NUTRIÇÃO: Você sabia que começamos a associar emoções com a comida quando somos bebês?


Por Ana Elza
Nutricionista

Um bebê quando chora lhe é oferecido o seio ou a mamadeira. Ele pode chorar devido a vários fatores: fome, frio, calor, sono, dor, dentre outras causas. Geralmente uma das primeiras soluções a ele oferecida para aplacar o sentimento desagradável é a comida. A comida vai se tornando assim “o primeiro antidepressivo ou ansiolítico”, pois aprendemos inconscientemente que ela é uma das primeiras estratégias para lidar com sensações desagradáveis, ou seja, com as primeiras frustrações. Mais tarde, quando as frustrações afetivas ocorrerem, algumas pessoas, diante da impossibilidade de saber lidar com a situação ou de “anestesiar” o mal estar interno, poderão reativar esse antigo esquema:

Comida = Bem estar

Muitas vezes, as pessoas comem porque se sentem entediadas, solitárias, infelizes, ou por qualquer outro motivo que não esteja diretamente relacionada à necessidade corpórea de se alimentar (fome física). Perdas, decepções, frustrações, necessidade de agradar ou ser aceito, rejeição, rompimentos, luto, dentre outros, podem favorecer a alteração no comportamento alimentar, levando o indivíduo a comer compulsivamente. O alimento, nesse contexto, seria um substituto do afeto (fome emocional) fazendo com que aquele bolo de chocolate se torne um carinho.

É nesse momento que o psicólogo atua. Ele proporciona a identificação das emoções que o fazem comer, implementa um tratamento de acordo com a necessidade de cada pessoa. A identificação das emoções é uma peculiaridade da psicologia o que não invalida tratamentos médicos, orientações nutricionais e a prática de exercícios físicos.

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