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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Delegado Bruno Figueiredo e cúpula da Polícia Civil do Maranhão falam sobre prisões feitas em Bacabal


Ivan Rodrigues, João Bobó, Maria José e Paulo Henrique.
A Polícia Civil do Maranhão divulgou nesta quarta-feira (15) detalhes da ação colocada em prática pela equipe da 16° Delegacia Regional de Bacabal e que logrou êxito no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva em desfavor de João Victor Nunes Silva, 31, o “João Bobó”; sua mãe Maria José Muniz Silva, 64; Ivan Rodrigues dos Santos, 28; e Paulo Henrique da Silva Miranda, 23.

Segundo o delegado Bruno Figueiredo Aguiar, após análise foi verificado que tanto Ivan Rodrigues quanto Paulo Henrique foram presos pelo crime de roubo. Contra João Bobó e Maria José consta a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico.
Caso Natanael
No caso de Paulo Henrique ainda pesa a suspeita do crime de homicídio ocorrido em 30 de junho de 2016, tendo como vítima Natanael Costa de Carvalho, de 27 anos de idade, que foi morto com um tiro nas costas. A execução foi praticada na rua 15, bairro Vila São João. Ferido, Natanael ainda chegou a correr e entrar na casa de uma ex-namorada, onde caiu e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Minutos depois ele veio a óbito. (relembre o caso).
Paulo Henrique, João Bobó e Ivan Rodrigues foram encaminhados para o Centro de Detenção do povoado Piratininga, zona rural de Bacabal. A idosa Maria José aguarda para ser transferida para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
O delegado Bruno Aguiar, titular da 1º DP de Bacabal, avesso a conceder entrevistas, abriu uma exceção e conversou com o repórter Romário Alves (TV Difusora) sobre o cumprimento dos mandados de prisão contra as quatro pessoas citadas acima.
Estelionatário André Lemos

A Polícia Civil do Maranhão divulgou ainda, durante entrevista coletiva, outros dados sobre a prisão do bacabalense André Lemos da Silva.

A Delegada Geral Adjunta de Polícia Civil, Adriana Amarante, representando o Secretário de Segurança Pública Jefferson Portela e o Delegado Geral Lawrence Melo informou que “André estava realizando um crime de estelionato perpetrado contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Contra o criminoso já estavam registradas diversas denúncias.  A Polícia Federal foi informada sobre a prisão e prosseguirá com as investigações no sentido de identificar outros envolvidos. Quero parabenizar a Polícia Civil pelo serviço realizado pela SEIC, culminando na prisão do acusado”, ponderou a delegada adjunta.
André Lemos.
Crimes contra a Previdência Social
O superintendente da Seic, Thiago Bardal ressaltou que há cerca de três meses, a Seic já vinha investigando o André Lemos da Silva. Ele já fora preso em 2012 em Bacabal, por falsificação de cartões e tinha ainda um Mandado de Prisão pela Comarca de Bacabal. Nesta terça-feira (14), os investigadores, sabendo previamente que ele estava chegando em São Luís, realizou um monitoramento finalizando até o bairro do Turu. No local que funcionava como um laboratório foram encontrados os 517 cartões, sendo que destes, 172 estavam ativos e sendo usados de forma a fraudar o INSS. Segundo o que investigamos, cada um dos cartões era usado para o recebimento de um salário mínimo, no valor de R$ 937 reais. Esses valores somavam R$ 160 mil por mês e, por ano, cerca de R$ 2 milhões de reais, um prejuízo muito grande para a previdência social.
Thiago Bardal reiterou ainda, que o falsificador agia da seguinte forma: “O André Lemos da Silva escolhia o “benefício espécie 88”, do INSS. Este é um benefício de amparo assistencial ao idoso. Quando o beneficiário vem a falecer, o benefício é instinto. O acusado André Lemos, que possui corretores tanto na capital como no interior, sabendo da morte de um beneficiário, procurava a família e comprava o cartão e a senha pelo valor de R$ 2 mil reais. Realizando as fraudes e usando cartões falsos, o André continuava a receber o benefício do falecido. Quando chegava a data de renovação do benefício, o acusado encontrava uma forma de falsificar a documentação do falecido. Em seguida, ele emitia um novo RG com o nome do falecido e colocava a foto de um idoso laranja. Este idoso, se passando pelo morto, se dirigia até uma instituição financeira e renovava o benefício. Assim ele recebia o benefício por mais um ano”.
Após a prisão de André Lemos, o flagrante foi comunicado à instância Federal. No momento da sua prisão foi encontrado com ele, três documentos falsos, constando o seu nome, mas de formas diferentes. Ele foi autuado pelos crimes previstos no Artigo 298.1, por clonagem de cartão, furto qualificado mediante fraude, falsificação de cartões e uso de documento falso” finalizou.
Laboratório para fraudar o INSS
Produtos apreendidos.
No laboratório localizado no bairro do Turu, foram encontrados comprovantes de residência em branco, papel moeda de RG em branco, impressoras para confecção do cartão magnético e impressoras diversas e, ainda, material de apoio para a confecção dos cartões. Presente na coletiva, o delegado Odilardo Muniz que coordena o Departamento de Investigações de Crimes Tecnológicos, informou que “André Lemos teria adquirido o maquinário e softs para a ação criminosa. Foi contabilizado que o criminoso teria fraudado a previdência na ordem de de 2 milhões por ano, o que prejudica a todos os contribuintes da Previdência Social. As pessoas que vendiam as informações também responderão na Justiça pelos crimes”, sinalizou o delegado. (Com informações de Carolina Gomes e Mauro Wagner/ASCOM SSP-MA)
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