GOVERNO DO MARANHÃO

EMPÓRIO CHURRASCARIA E CERVEJARIA

EMPÓRIO CHURRASCARIA E CERVEJARIA

PUBLICIDADE

BANNERS-DEZEMBRO-3.gif

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Senador João Alberto responsabiliza Zé Vieira pelo bloqueio das contas da Prefeitura de Bacabal e pelo caos no município


Foto: Arquivo.
Depois de ser impedido de ter acesso às contas bancárias do município o prefeito de Bacabal Zé Vieira (PP) tentou fazer com que a Justiça Federal obrigasse as agências da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil a não cumprirem o que determinou, por ofício, a Mesa Diretora da Câmara Municipal que tem o vereador Edvan Brandão (PRB) como presidente e que desautoriza o acesso até que Zé Vieira e Florêncio Neto (PHS) tomem posse nos cargos de prefeito e vice-prefeito respectivamente, já que tal ato obrigatório foi feito por César Brito (PPS), considerado pela maioria dos vereadores como presidente ilegítimo.

O pedido de Zé Vieira foi indeferido pelo juiz federal Clécio Alves de Araújo.

Indeferimento

Na decisão tomada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Subseção Judiciária de Bacabal, o juiz relata que pressupõe que sejam verdadeiras as informações contidas no ofício assinado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Edvan Brandão, e encaminhado a gerência da CEF. “Isto ocorre porque os atos administrativos são dotados de presunção de legitimidade e veracidade, o que significa que, a princípio, são praticados com observância da legislação aplicável e são verdadeiras as informações deles constantes”, diz.

Diante dessa negativa, Zé Vieira passou a apontar culpados e foi à sua emissora de TV ataca-los. Sobraram farpas para todo mundo, do gerente da agência local da Caixa Econômica Federal, Evertor de Lima Mourão (CEF), ao superintendente Emílio Murad.

O prefeito também proferiu palavras grosseiras aos vereadores de oposição e ao seu maior desafeto, o senador João Alberto de Souza (PMDB), padrinho político do deputado estadual Roberto Costa (PMDB) que disputou e perdeu a eleição para Zé Vieira e que ainda tenta reverter decisões que negaram o registro da sua candidatura em duas instancias [13ª Zona e Tribunal Regional Eleitoral] e, consequentemente, invalidaram seus 20.671 votos.

João Alberto não chegou a se pronunciar em nenhuma emissora de televisão, mas, de Brasília, onde se encontra desde o início da semana, manteve contato via telefone com o Blog do Sérgio Matias.

O senador demonstrou profunda indignação com as acusações que lhes são imputadas, sobretudo, referentes ao bloqueio das contas bancárias do município, pois diz que isso se dá exclusivamente porque o atual prefeito se negou a tomar posse, mesmo tendo sido notificado pela Câmara Municipal, vindo a gerar todo o impasse vivido hoje.

João Alberto também se disse perplexo com os ataques de Zé Vieira à sua vida pública. “Tenho quase 50 anos de vida pública honrada, que teve início em 1967 quando fui diretor da Rádio Timbira e do Banco do Estado do Maranhão (BEM). Em 1970 já me elegia para o primeiro mandato como deputado estadual, vindo outros em seguida, de deputado federal, vice-governador, governador, senador e de prefeito de Bacabal. Ainda assim, não respondo a 72 processos e, muito menos, sou tido como ficha suja” desabafa.

Durante esse período o senador conta que jamais deixou de estender a mão para Bacabal como seus adversários tentam convencer a população, e que não faltam obras e outras ações que comprovam seu empenho pelo município: Avenida João Alberto, Aeroporto Regional, Estádio José Correa (Correão), construção de escolas, calçamento e iluminação pública em vários bairros e povoados, além da implantação de campus universitários, são alguns dos benefícios citados pelo senador que na eleição do ano de 2010 obteve mais de 1,5 milhão de votos.

O senador aproveitou para exaltar os nove vereadores que fazem oposição ao atual prefeito de Bacabal que, de acordo com ele, resistiram às ofertas financeiras para mudarem de posicionamento na eleição para a escolha do presidente do poder legislativo.

Ainda segundo ele, Zé Vieira se mantém no processo eleitoral sustentado num gasto milionário, mas que confia plenamente que o Tribunal Superior Eleitoral fará um julgamento justo que impedirá a roubalheira almejada pelos seus adversários visando recuperar o dinheiro investido para trazer a disputa até às barras dos tribunais.

Formado em Economia pela Faculdade de Ciência Políticas e Econômicas, Rio de Janeiro/RJ, em 1966, João Alberto atualmente preside no Senado o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...