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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mais de 5 toneladas de drogas foram retiradas das ruas no Maranhão em 2016


No período de janeiro à segunda semana de dezembro de 2016 a apreensão de drogas realizada pelas polícias Civil e Militar no Maranhão foi de 5,6 toneladas. O total corresponde ao somatório de crack, cocaína e maconha retirados de circulação em todo o estado, o valor é mais que o dobro do que era retirado das ruas em 2014, quando foram apreendidas 2,4 toneladas dos mesmos entorpecentes.
Redução de poderio das facções que pode ser contabilizado em valores monetários. De acordo com a estimativa da Superintendência Estadual de Combate ao Narcotráfico (Senarc), a avaliação das drogas apreendidas até agora ultrapassa os R$ 10 milhões. Além disso, mais de 220 pessoas foram, e mais de 40 armas apreendidas, entre elas metralhadoras, fuzis e outras de grosso calibre.
Sobre as drogas, apenas em 2016 foram 3,8 toneladas de maconha, 523 kg de crack e 52 kg de cocaína. Para se ter ideia do crescimento no total de apreensões, em 2014 eram apreendidos 2,3 toneladas de maconha; 98 kg de crack e 57 kg de cocaína.
Especialização

As operações para apreensões de drogas têm sido realizadas pela Polícia Militar e pelas Superintendências Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e de Combate ao Narcotráfico (Senarc), essa última criada especialmente para o combate desses crimes e que tem à frente o delegado Carlos Alessandro, ex-delegado regional de Bacabal, quando prestou relevantes serviços em parceria com o 15º BPM, na época comandado pelo coronel Egídio Amaral.
Delegado Carlos Alessandro (à direita) ao lado do coronel
e vereador eleito de Bacabal, Egídio Amaral.
(Foto: Arquivo).
Pode-se dizer que a criação da Senarc na gestão do governador Flávio Dino é um marco. Só a apreensão de crack, por exemplo, cresceu 300%. E isso é possível porque esse tipo de crime passou a ser tratado da maneira correta, temos uma superintendência, com Departamento de Capital e Interior e policiais e estrutura voltadas especificamente para identificação de rotas e busca dos grandes distribuidores, o que faz a diferença nessa quantidade de apreensões”, explicou Carlos Alessandro.
Ainda de acordo com o delegado, a quantidade de apreensões tem impactos diretos na configuração de outros índices de criminalidade, como o CVLI (Crimes Violentos Letais e Intencionais) e o de homicídios que já apresentam mais de 20% de redução no comparativo entre 2016 e 2014.
“Esse dinheiro (R$ 10 milhões) que retiramos dessas quadrilhas, além das prisões que são feitas, desestruturam o crime organizado. Eles não podem se equipar, comprar novas armas, carros e principalmente cooptar novas pessoas, especialmente os adolescentes que são atraídos pelas promessas de dinheiro”, explicou o delegado.
Denúncias

O delegado também destaca o aumento da participação popular nas apreensões com o uso do Disque-Denúncia e também do número utilizado pela Senarc no aplicativo WhatsApp, (98) 9.9163-4899.
Na última terça-feira, 13, por exemplo, a polícia apreendeu 80kg de maconha e prendeu três pessoas em um ponto de distribuição de drogas que funcionava no bairro do São Cristóvão, na Avenida Santos Dumont. A denúncia veio de populares, por meio do WhastApp. “As pessoas veem que dá resultado e por isso elas denunciam mais”, comentou o delegado.

Além das intensificações das operações, para 2017 a Senarc planeja realizar o trabalho de prevenção em parceria com a Polícia Militar em bairros e escolas da capital e interior do estado. “Já temos o uso dos cães farejadores que acabaram de chegar, continuamos usando a inteligência para o mapeamento das rotas do tráfico e vamos atuar mais diretamente com a Polícia Militar em escolas para evitar que jovens e adolescentes não apenas consumam como também se tornem elementos desse tráfico”, informou Carlos Alessandro. (Com informações da SSP/MA).
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