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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Policial de Bacabal voltará a ficar frente a frente com ex-comandante que apontou pistola para sua cabeça dentro do quartel do 15º BPM

Ex-comandante do 15º BPM, Miguel Neto,
e cabo Bandeira.
O policial militar Ney Fernandes Bandeira (Cabo Bandeira) e o tenente-coronel Miguel Neto, ex-comandante do 15º BPM, deverão voltar a ficar frente a frente, só que dessa vez na Justiça Especial Cível e Criminal, prédio anexo ao Fórum da Comarca de Bacabal. O reencontro se dará em virtude do episódio ocorrido em 8 de janeiro desse ano quando os dois protagonizaram um desentendimento que, por muito pouco, não terminou em tragédia, tudo em função da insatisfação gerada após algumas medidas adotadas pelo ex-comandante da tropa.

Tido pelo tenente-coronel Miguel Neto como um dos líderes do movimento reivindicatório, o policial foi convocado a comparecer no gabinete do comando, o que foi prontamente feito, porém, cauteloso com a reação que o seu superior poderia vir a ter, já que por inúmeras oportunidades ele deu demonstrações de perder o controle emocional diante de fatos que lhe contrariavam, o policial se fez acompanhar do advogado Juscelino Freitas Mendes, representando a associação da categoria.

Como o comandante insistentemente pedia que o advogado se retirasse do gabinete ou determinaria que fosse retirado a força, o policial resolveu registrar a conversa através da câmera seu celular. Ao perceber, Miguel Neto partiu para cima com uma arma de fogo em punho apontando para a cabeça do policial. Aos gritos, exigia que o vídeo fosse apagado.
Para evitar que tanto o policial como seu advogado saíssem, o comandante bateu bruscamente a porta do gabinete, mas diante da confusão que também foi presenciada pelo policial F. Gomes, então presidente da Associação dos Policiais Militares da Região do Médio Mearim, outras pessoas intercederam e conseguiram evitar que algo mais grave acontecesse, como um tiro ser disparado.

Em estado de choque e na companhia do advogado e dos colegas de farda, cabo Bandeira foi encaminhado ao Pronto Socorro Municipal e, em seguida, a Delegacia do 1º Distrito Policial onde o advogado Juscelino Farias registrou um boletim de ocorrência.

O vídeo feito no gabinete do comandante também foi entregue ao delegado. REVEJA ABAIXO.
A audiência está marcada para acontecer às 16 horas.

Consequências

Um dia após o ocorrido, que teve repercussão nacional, membros da 
diretoria da Seccional Maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil vieram a Bacabal tratar assuntos relacionados ao atentando físico que Dr. Juscelino Freitas Mendes, advogado da Associação dos Policiais Militares da Região do Médio Mearim – ASPOMMEM, teria sofrido na acompanhado do seu cliente, como também se realiziar uma Sessão Pública de Desagravo. “O advogado é inviolável no exercício da profissão. O ataque praticado contra o advogado e o seu constituinte atinge a todos os advogados bem como o próprio Estado de Direito”, enfatizou o presidente da OAB/MA, Thiago Diaz.
No dia 12 de janeiro o Comando Geral da PMMA resolveu exonerar o tenente-coronel Miguel Neto do comando do 15º BPM, porém, consequentemente o nomeou para exercer o cargo de Chefe de Estado Maior, do Comando de Policiamento da Área - 1-6, ao qual o 15º BPM faz parte, ou seja, além de promovido, o comandante exonerado ainda passou a ter grande influência no batalhão de onde ele saiu escoltado após ameaçar um dos seus comandados com uma pistola.

Desde janeiro desse ano o 15º BPM passou para o comando do tenente-coronel Jurandy de Sousa Braga, que, até aqui, tem mantido uma relação de confiança e respeito com toda a tropa, assim também com a imprensa e  a sociedade bacabalense como um todo.

Já o cabo Ney Fernandes Bandeira, passou um tempo afastado de suas funções passando por tratamento psicológico e, atualmente, é integrante do grupamento Força Tática, do 15º BPM.
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