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terça-feira, 17 de maio de 2016

BACABAL: Médico que atendeu parturiente que veio a óbito reclama da falta de condições de trabalho e diz existir esquema para desviar dinheiro público nos hospitais do município

A gestão do enfermeiro Kelcimar Virgino Silva a frente da Secretaria Municipal de Saúde de Bacabal é tida como uma catástrofe, e as de seus antecessores também não andaram muito longe. De certo, é que ultimamente uma avalanche de denúncias passou a chegar ao conhecimento da imprensa e, consequentemente, da opinião pública.

São casos de calotes em prestadores de serviço, fornecedores, donos de imóveis alugados, atraso de salários dos servidores e, o mais grave de tudo, acusações de negligência médica nos dois hospitais do município.

Na maioria das vezes os responsáveis pela pasta da saúde dão o calado como resposta para o povo, o que contribui substancialmente para o agravamento do desgaste da imagem da administração como um todo.

No último final de semana, por exemplo, mais um caso lamentável voltou a acontecer. A jovem Ivanilde Silva, de 21 anos de idade, veio a óbito no Hospital Geral de Peritoró depois de ter dado entrada sentindo complicações pós-parto. Ela havia dado à luz no dia 30 de abril a um lindo bebê do sexo masculino no Hospital Materno Infantil de Bacabal.

Moradora do município de Lago Verde, Ivanilde contraiu infecção hospitalar e outros problemas que resultaram em sua morte. O bebê felizmente sobreviveu, apesar de ainda apresentar algumas pequenas sequelas.

A acusação da família é a mesma de tantas outras que buscaram auxílio no sistema público de saúde de Bacabal, ou seja, desleixo no atendimento, principalmente no que se refere ao procedimento cirúrgico em parturientes.

No caso de Ivanilde Silva o médico responsável pelo parto foi Dr. Raimundo Salazar, que, a partir daquele momento, se desligou do quadro funcional e, pior, agora torna público a falta de condições de trabalho no materno que, segundo ele, favorece a infecção das pacientes, seja por ausência de antibióticos ou refrigeração da sala de operação que ele ainda alega entrar moscas.
Ao repórter Romário Alves foram repassadas fotos em que aparecem casos de outras pacientes que, de acordo com o médico, contraíram infecções no materno. Dr. Raimundo Salazar conversou longamente com a equipe da TV Difusora onde revelou existir um esquema dentro do materno infantil e do Socorrão para desviar dinheiro público, que envolve e beneficia diretores, médicos de plantão e o próprio secretário Kelcimar Virgino.

Durante a entrevista que vai ao ar na íntegra nesta terça-feira (17), a partir do meio-dia, durante o programa Ronda na Difusora, apresentado por Randyson Laércio, Dr. Ramundo Salazar define o gestor da pasta da saúde do município com vários termos pejorativos: Irresponsável; sabotador e, inclusive, ladrão: “... e eu provo”, afirma.

Quanto ao prefeito José Alberto Veloso o médico diz que lhe comunicou sobre o esquema, mas que o secretário parece mandar mais do que ele. “O Zé Alberto, a princípio eu acho que Zé Alberto, é uma pessoa boa. Só que ele não tem pulso para dar um rumo a gestão dele. O secretário, eu acho, manda mais do que ele”, desabafou.

Acerto de contas

Assim que se desligou do Hospital Materno Infantil de Bacabal o médico Dr. Raimundo Salazar teria cruzado com o secretário Kelcimar Virgino em um estacionamento do centro comercial da cidade, onde na oportunidade os dois chegaram a trocar acusações e xingamentos. ASSISTA ABAIXO UM PEQUENO TRECHO DA ENTREVISTA.
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