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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Por que o micareteiro Clécio não é mais secretário de Cultura de Bacabal?

Clécio esteve secretário de 1º de janeiro
de 2013 a novembro de 2015.
Nesta terça-feira (9) acabou a saga do empresário e promotor da micareta Bacabal Folia, José Clécio, à frente da pasta que deveria colocar em prática políticas públicas voltadas para fomentar a cultura bacabalense na sua mais ampla diversidade. Para seu lugar foi escolhida Cristina Miranda, professora e técnica em cultura.

A portaria que a integra ao cargo foi assinada na manhã desta terça-feira pelo prefeito José Alberto Oliveira Veloso.

Cristina já atuava na própria secretaria ocupando a função de diretora de programas e ações estratégicas.

Sobre Cristina Miranda que entra...

Francisca Cristina Santos Miranda é natural de Bacabal, nascida no berço da cultura bacabalense, a Rua Dr. Paulo Ramos, palco de grandes histórias. É filha de Donato Galvão Miranda e Maria Inez Santos Miranda (in memorian), graduada em letras pelo CESB/UEMA, pós-graduada em língua inglesa e docência de ensino superior, pós-graduanda em gestão de políticas públicas de gênero e raça, técnica em gestão e elaboração de projetos culturais, inglês fluente.
Cristina Miranda assume a vaga.
Professora de rede pública do Estado, professora substituta do curso de pedagogia do CESB/UEMA, foi conselheira nacional de promoção de igualdade racial representando o Coletivo de Entidades Negras de 2010 a 2012) atualmente é membro do grupo de trabalho do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH, é Coordenadora do Projeto de Intercâmbio Cultural entre Brazil e New Orleans, levando a importância da cultura popular brasileira no cenário Internacional.

Recentemente coordenou uma delegação de professores da Escola de Musica “Almir Garcez Assaí” na participação do workshop na Universidade de New Orleans e Texas Southern University, em Houston, apresentou a Palestra Cultura afro Maranhense na Universidade De Tulane New Orleans, ajudou a criar a 1ª Coordenação de Educação para Relações Étnicas na Secretaria Municipal de Educação.

Exercia, até ontem, a função de diretora de planejamento estratégico da secretaria de cultura e Coordena o departamento de promoção de igualdade racial do município de Bacabal, além de atuar na formação continuada (cursos e consultorias) na área de educação e cultura.

Sobre José Clécio que sai...

Apesar da justificativa que José Clécio deixou a pasta para se dedicar a projetos pessoais, seu desligamento da secretaria tem outras razões e a principal delas é a mesma que motivou sua indicação, ou seja, ser proprietário de um canal de TV local. Seu conhecimento na área cultural não entrou no contexto, até porque se fosse esse o caso ele jamais assumiria. Quem o conhece sabe que se trata de um homem sensato e empresário bem sucedido por ser o responsável pela organização da maior micareta do Maranhão e uma das melhores do país, evento que traz dividendos financeiros para o comércio e serve de vitrine para o município, mas, que no âmbito cultural, não soma absolutamente nada.

José Clécio é daqueles que dificilmente saberia discernir um bumba-meu-boi do Maranhão de um boi-bumbá do Amazonas. Todavia, assumiu a pasta da Cultura decidido a provar para os céticos, como eu, que ele seria capaz, não foi. Primeiro por desconhecimento, depois pela falta de apoio.
Clécio saiu chateado.
Aborrecido, Clécio só jogou mesmo a tolha ao pisarem em seus calos. Explico: No acordo político fechado entre os Zé’s [Veloso e Vieira], foi incluída a TV Mearim, emissora do ex-prefeito que é dirigida por Jaime Rocha, homem de sua extrema confiança.

Ainda como parte do acordo, o programa “chapa branca” apresentado pelo assessor Alberto Barros, antes apresentado na Nova Esperança [de Clécio], passaria a ser exibido no canal 4, [de Jaime].

Assim como José Clécio, Jaime Rocha também é promotor de eventos e, depois do acordo, os shows promovidos por ele passaram a ter total e irrestrito apoio da prefeitura e das principais empresas prestadoras de serviços para o município. Fatos que resultaram no “pedido de demissão” do hoje ex-secretário.

EM TEMPO: Quanto à gestão de Cristina Miranda, pessoa que conheço há anos e tenho plena confiança na sua capacidade, se não tiver apoio, será outra a dar com os burros n’água.
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