A PIOR DEFESA É A BAIXARIA! Para justificar atraso de pagamento à empresa, secretário do prefeito Zé Alberto promete revelar detalhe da vida pessoal de bioquímica

27/11/2015
Prefeito Zé Alberto (PRB) e o secretário Kelcimar Virgínio.
Desde a última quarta-feira (24) um assunto tem causado polêmica em Bacabal e tirado o sono da alta cúpula do poder público municipal, principalmente do enfermeiro Kelcimar Virgínio Silva, gestor da Secretaria de Saúde, pasta que está sendo acusada de dá calote na empresa Almeida e Sousa Ltda, CNPJ – 07.392.977/0001-40, com sede na Rua Antônio Lobo, nº 71, no centro de Bacabal, e que tem como nome de fantasia MICROLAB.

A dívida que gira em torno dos 90 mil reais veio à tona essa semana durante a sessão da Câmara Municipal. Na tribuna, a vereadora Natália Duda (PMDB) leu a íntegra da Carta Aberta assinada pela bioquímica bacabalense Dra. Francely Carvalho de Sousa, responsável pela empresa, e que foi endereçada ao legislativo bacabalense, posteriormente, também publicada no Blog do Sérgio Matias. (Releia).

Nela, foram expostos vários argumentos, à exemplo dos débitos não sanados e ressaltando que a representante, depois de muito caminhar, telefonar e receber prazos pra pagamentos, tentou de todas as formas negociar e receber os valores dos débitos, sem nunca obter  êxito.

Dra. Francely Carvalho acrescenta que a empresa é de pequeno porte, mas precisa pagar seus fornecedores, seus funcionários, seus impostos e diversas despesas inerentes à sua atividade, e diz mais: “Esta foi altamente lesada pela irresponsabilidade dos gestores que estão à frente da SEMUS”.

Na carta a responsável pela empresa relata que tomou a decisão de mandar a carta à Câmara de Vereadores de Bacabal simplesmente porque necessita ser ouvida e, também, para que todos saibam como os gestores do município tratam os empregadores e como se “preocupam” com o desenvolvimento de nossa cidade. “A empresa não quer ser preferida, quer ser respeitada e receber o que tem direito visto que trabalhou por isso. Já se falou com muita gente da prefeitura. Desde secretário de Saúde a chefe da contabilidade, interventor, secretário de Administração, parentes e aderentes do prefeito, só não consegue falar com o blindado prefeito. Ninguém deixa”.

Desabafo na TV

O caso causou ainda mais indignação da população foi em virtude da entrevista que Dra. Francely Carvalho concedeu ao repórter Samuel David, onde ela, visivelmente emocionada, conta que a empresa presta serviços para várias prefeituras da região, mas somente a de Bacabal não vem honrando com os pagamentos. Ela também se diz arrependida de ter votado no prefeito Zé Alberto nas últimas eleições. Assista abaixo a entrevista que foi ao ar no programa Ronda na Difusora, apresentado por Randyson Laércio.
Nas redes sociais, internautas sensibilizados com a situação criaram a Hashtag: #ZéAlbertoPagaaMicrolab. Mas, se engana quem acha que tudo que foi narrado acima sensibilizou a administração pública municipal. De acordo com informações repassadas ao blog, o secretário Kelcimar Virgínio, estará em pelo menos dois programas de TV locais apresentando a versão da Prefeitura de Bacabal para o caso.

Muito embora seja de direito sua defesa, há informações que Kelcimar se utilizará de questões relacionadas a vida pessoal da responsável pela empresa para tentar justificar o atraso no pagamento.

No mesmo horário, Dra. Francely Carvalho concederá uma nova entrevista ao canal 2, só que desta vez ao vivo no estúdio e para o apresentador Randyson Laércio.

Vida pessoal

A questão que deverá ser exposta pelo secretário é referente a uma briga judicial ocorrida em maio de 2014 entre Dra. Francely Carvalho e seu ex-esposo, que na época era [no papel] o responsável direto pela MICROLAB e havia feito o bloqueio da conta bancária da empresa.

Segundo Dra. Francely, por essa razão ela solicitou a Secretaria de Saúde que suspendesse o pagamento até que ela conseguisse voltar a ter acesso à conta e, legalmente, ao comando da empresa, o que aconteceu judicialmente em novembro do mesmo ano, portanto, há exatos 12 meses, ou seja, período extremamente longo e que não pode servir de argumento para a falta do pagamento.

Se de fato o secretário do município usar dessa artimanha, saberemos que a situação da administração Zé Alberto, que achamos grave, é pior ainda...
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