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terça-feira, 1 de setembro de 2015

DR. EUFRÁSIO: A história do menino pobre que virou doutor

Por Zé Lopes

“Quero chegar na minha sepultura com a história de quem nunca se acomodou, nunca roubou, nunca deixou de pensar ,estudar, falar ou tentar a melhor síntese da sua consciência.” (Dr. Eufrásio).

- Segunda porta à direita, sala 13, segunda porta à direita, sala 13, repete incansavelmente durante todo o dia a loiríssima Ana Cuba, secretária assistente de Dr. Eufrásio, um dos oftalmologistas mais requisitados e um dos mais conceituados do nosso país.

– Não tem mais vaga esse mês para consulta com o Dr. Eufrásio, repete, ao telefone e direto ao paciente dezenas de vezes ao dia, a secretária atendente Flávia.

Registrado com o nome de Luis Eufrásio Ribeiro Filho, esse filho do comerciante Luis Eufrásio e da dona de casa Cleonice Silva Ribeiro, é incansável, inquieto, cumpridor de seu dever e está sempre procurando colher novos aprendizados. Humano ao pé da letra e ás mãos da palavra, com vistas grossas para a injustiça, para os desmandos e para atos ilícitos, Dr. Eufrásio tem o dom da palavra e não poupa nenhuma para detonar qualquer errado de plantão.

Casado com a enfermeira Sheila Veloso da Silva, funcionária do Hospital Socorrão II, em São Luis, pai de Aarão Luiz da Silva, estudante da 7ª série no Colégio Reino Infantil, Dr. Eufrásio trabalha no Instituto de Olhos São Luis , na  Avenida Silva  Maia,   419,  centro - São Luis.

Eufrásio foi menino da roça, da tropa de burros, destino cigano, viajante contumaz, seguidor de seus pais, aventureiros por convicção e por necessidade.  Livre, ele teve uma infância  de felicidade plena e inquestionável. Nasceu em Bacabal, no dia  01/09/1962, de lá foi morar no povoado  Centro do Josias,  onde  seu pai , um Cearense arretado e  trabalhador tinha um  pequeno comércio e uma roça.

Depois  que o  comércio acabou, sua família se mudou para o povoado Turí (hoje Araguanã) pra botar novas roças, de lá para o povoado Santa Tereza do Paruá.  Como esse tempo era só brincadeira, banho de igarapé, passarinhadas, pescarias e pequenos mandados do campo, não dava para estudar, pois  nestes  interiores não tinham escolas  e  Eufrásio só cursou a 2ª série em torno dos 10 anos de idade. Como sua professora só tinha estudado até esta série não podia ensinar outras mais avançadas. Daí então ficou só brincando.

Eufrásio estudou a 1ª série no povoado Centro do Josias, na época  município de Monção, hoje de Zé Doca, a 2ª série  no povoado Santa Tereza do Paruá, na época  município de Turiaçú e hoje de Presidente Médici, a  3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries, 1º e 2º ano científico no Colégio de Nossa Senhora dos Anjos, onde, devido deficiência  na condição financeira da família foi agraciado por uma bolsa de estudo em todos estes anos. Já o 3º ano cientifico ele estudou no Colégio Moderno, em Belém do Pará, com a ajuda de familiares mais abastados.

Sem negar suas raízes e com todo esse nomadismo, dá pra ver a sua inquietude e o seu constante gosto por aprender coisas novas. 
Eufrásio sempre considerou a sua vida maravilhosa e a  sua mente buliçosa nunca o deixou ficar quieto. Em Bacabal, quando criança foi vendedor  de dindin, bolo, milho assado, passarinho, bilhetes de loteria, jogo do bicho, empacotador de fumo e depois, já mais adulto, foi garimpeiro de Serra Pelada (inspirado por seu avô, januário Boca Rica)  e  bancário do Banco do Brasil, de onde ainda guarda saudades. Ele adora pescaria, estudar, pesquisar, ver  coisas diferentes da sua rotina de trabalho, só pra mudar, bolinar, transgredir os conhecimentos e pensamentos.

No seu entendimento, a constância leva ao emperramento, mas aceita as opiniões contrárias como verdades dos outros, não absolutas e quase nunca  do seu convencimento. Eufrásio é tudo isso. Parabéns pelo seu aniversário!
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