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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Polícia identifica dois suspeitos de participação no linchamento em São Luís

A Polícia Civil do Maranhão já identificou dois suspeitos de participação no linchamento de Cleidenilson Pereira da Silva, de 29 anos, na última segunda-feira (7), no bairro Jardim São Cristóvão, em São Luís. De acordo com o delegado Jeffrey Furtado, foi encontrado sangue nas maçanetas de residências perto do local do crime. Os donos dessas casas deveriam ser convocados a prestar depoimento ainda nesta quarta-feira (8). O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da capital maranhense, que ainda apura a participação de outras pessoas no espancamento que levou o homem, que havia tentado assaltar um bar, à morte. Nesta quarta-feira (8), a polícia realizou novas diligências próximas ao local do crime para tentar identificar outros suspeitos.

De acordo com a polícia, os responsáveis pelo crime serão indiciados por homicídio doloso — quando há a intenção de matar — qualificado, já que a vítima não teve condições de se defender. Cleidenilson teve as mãos, o quadril e os pés amarrados em um poste, teve as roupas arrancadas, e foi agredido com socos, chutes, pedradas e até garrafadas. Ele morreu no local, por hemorragia.

— Não é porque uma pessoa é traficante, homicida, seja o que for, que a população pode, usando suas próprias razões, matá-la. Isso é totalmente contra a lei. As pessoas que participaram deste fato são passíveis de responder pelo crime de homicídio — explica o delegado Jeffey Furtado.

Um adolescente que acompanhava Cleidenilson no assalto também foi agredido por pedestres que conseguiram imobilizar a dupla, mas teve apenas escoriações. Ele foi encaminhado à Delegacia do Adolescente Infrator e, depois de prestar depoimento, foi liberado. Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre 38.
O corpo de Cleidenilson foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de São Luís. Até o momento, não há previsão de sepultamento. O linchamento do assaltante não é caso isolado no estado do Maranhão. Em uma busca em sites de notícias da região, o Jornal EXTRA encontrou, desde janeiro de 2014, outros nove casos de justiçamento que terminaram em morte, no interior e na capital. Em 2015, já houve quatro assassinatos.
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