24 de fev. de 2015

ISSO É MARANHÃO! Sessão do Juri que julgaria acusado de assassinar a ex-companheira com 7 facadas foi adiada por falta de viatura e armamento para a escolta do réu

Ricardo (em destaque) e a vítima Glaucivanda
A Sessão do Juri marcada para acontecer na manhã desta terça-feira (24) e que levaria ao bando dos réus o jovem Ricardo Silva Carvalho, 22 anos, acusado de assassinar sua ex-companheira Glaucivanda Sousa Costa, de 18 anos, foi adiada para o dia 7 de abril desse ano.

O que surpreendeu a todos, inclusive os familiares da vítima que clamam por justiça, foi o motivo alegado. De acordo com ofício da direção da Unidade Prisional de Coroatá, encaminhado ao Juiz de Direito João Paulo de Mello (titular da 4º Vara da Comarca de Bacabal), o custodiado Ricardo Silva Carvalho não pode ser trazido ao nosso município em razão da viatura daquela unidade não oferecer segurança e os agentes não dispor de armamento adequado para fazer a escolta do réu.

Tal fato causou grande indignação em todos os presentes.

Relembre o caso

O crime aconteceu por volta das 21horas do dia 30 de setembro de 2013, na rua José Bonifácio, em Bacabal, quando o acusado deixava a vítima em casa, depois de um encontro. Após Glaucivanda descer da garupa da motocicleta Honda/Biz, cor vermelha, de placa HPU 9898, Ricardo que Ricardo pilotava, repentinamente, num ataque de raiva e fúria, e de posse de uma faca o mesmo lhe desferiu sete golpes.

No momento do crime a vítima estava com o filho do casal no colo, uma criança que na época tinha apenas 1 ano e 7 meses de vida.
Enquanto era golpeada, a todo instante Glaucivanda pedia ao companheiro que não fosse morta, pois o amava muito. Infelizmente, os pedidos de clemência não conseguiram impedir o ímpeto criminoso de Ricardo.

O crime aconteceu na porta da residência de Gleiciele de Sousa, irmã da vítima, que tinha se mudado após a separação. A irmã da vítima a tudo assistiu sem nada poder fazer.

Após o homicídio o acusado fugiu sendo preso posteriormente.

Glaucivanda ainda chegou a ser socorrida e dá entrada na emergência do Pronto Socorro Municipal de Bacabal com vida, porém, não resistiu às gravidades dos ferimentos, vindo a óbito. Segundo informações, o casal tinha um relacionamento de quatro anos, e que há dois anos conviviam sob o mesmo teto.

A mãe do acusado relatou que a relação sempre foi regada a constantes brigas e agressões mútuas, e que Glaucivanda havia resolvido se separar de Ricardo, indo morar com a irmã.

Testemunhas afirmaram que mesmo com a separação, o casal continuava se encontrando às escondidas, porém, a vítima não demonstrava mais interesse em conviver com Ricardo, que não aceitava o fim da relação, o que pode ter motivado a ira do homicida.

Após matar Glaucivanda, o acusado ainda teria mandado várias mensagens para o celular da mesma, sempre em tom de deboche. A vítima já teria anteriormente recebido muitas outras mensagens ameaçadoras.

Após tomar conhecimento do homicídio, o Serviço de Inteligência  do 15º BPM caiu em campo com o objetivo de localizar e prender o acusado. As buscas perduraram por toda noite do dia do crime, quando a policia descobriu que o acusado estaria na cidade de Olho D’Água das Cunhãs de onde empreenderia empreender fuga para outro Estado, provavelmente o Piauí.

Com ele foi encontrada uma folha rabiscada com vários números de telefones e até um endereço na cidade de Teresina. Também foi apurado que durante o tempo que perdurou a fuga, o acusado manteve inúmeros contatos telefônicos com amigos e com a sua mãe. Que pediu para que vendessem a sua moto e que após a venda lhe enviassem o dinheiro para que fugisse para mais longe.

Por volta das 04h da manhã do dia 31 de setembro daquele ano, uma equipe composta pelos tenentes PM Araújo e Nóbrega, e ainda sargento Portela e cabo Do Vale, com informações precisas do Serviço de Inteligência, seguiu em dois veículos descaracterizados para a cidade de Olho D’Água das Cunhãs a fim de localizar e prender Ricardo.

Diligencias foram feitas em toda a cidade e somente por volta das 11h, Ricardo foi localizado num posto de gasolina, onde aguardava um carro para empreender fuga. A polícia agiu rapidamente não dando chances de reação e fuga para o acusado.

Ricardo confessou o crime, disse que estava arrependido, que a fuga era para fugir do estado de flagrante e que posteriormente se apresentaria. O acusado disse não lembrar detalhes do fato e também não soube informar onde teria deixado a faca utilizada no crime.

Ricardo foi trazido para a cidade de Bacabal e apresentado na Delegacia Regional de Polícia Civil. Além de documentos pessoais foi encontrada com Ricardo a importância de R$ 166,00 (cento e sessenta e seis reais).