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27 de jan. de 2015

Dois homens são detidos em Bacabal acusados de tentar aplicar o 'golpe do Enem'; vítima é menor

Alexandre e Nelson, acusados
Alexandre Antônio da Silva, de 38 anos, e Nelson Sousa Silva, de 39, foram detidos na manhã desta segunda-feira (26). Os dois que dizem residir na cidade de Caxias são acusados de tentar ludibriar uma menor de 16 anos afirmando que a mesma havia ganhado uma bolsa de estudo em uma faculdade, que lhe dava direito a pagar apenas 50% da mensalidade, já que a outra metade ficaria a cargo do Governo Federal, entretanto, para obter o beneficio seria necessário adquirir o material de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao preço de R$ 470,00 (quatrocentos e setenta reais) parcelados.

Cabo Edson, policial militar pai da menor, estava no quarto e acabou ouvindo a conversa que acontecia na sala de sua residência, localizada na rua 28 de Julho, centro de Bacabal. Desconfiado, Cabo Edson se aproximou e passou a fazer algumas indagações a Alexandre Antônio, já que Nelson Sousa havia ficado no interior do veículo Fiat Palio, cor cinza, placas NHV 8423, Caxias-MA, em que os dois vieram a Bacabal.
Cabo Edson, pai da menor
A alegação de Alexandre que dava conta que estariam a serviço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) não convenceu o militar que imediatamente acionou uma guarnição da PM, mas, antes que a viatura chegasse, a dupla saiu às pressas do local, mas ainda foi possível anotar a numeração das placas do veículo.

Minutos após, os dois acabaram se apresentando espontaneamente no Quartel do 15º BPM sob a alegação que estariam sendo acusados injustamente por um policial. Levados ao 1º Distrito Policial foram apresentados ao delegado Luige Conte, que, segundo informações, já teria registrado queixas de pelo menos nove vítimas dos dois.
Cabo Edson frente a frente com Alexandre na delegacia
Fiat Palio utilizado pelos acusados
No caso da menor, de acordo com relato do seu pai, parte da conversa que ela teve com os acusados foi gravada através de um aparelho celular e o conteúdo repassado a Polícia Civil.

Em entrevista concedida à imprensa, Alexandre Antônio se defendeu afirmando ser natural de Teresina-PI e morar há mais de 2 anos na cidade de Caxias, onde teria uma empresa registrada. Ele também relatou que há 16 anos trabalha com a venda de livros.